O comandante da revolução cubana, Ramiro Valdés Menéndez, faleceu neste domingo (21) aos 94 anos, conforme informaram o Partido Comunista de Cuba (PCC) e o governo da ilha. Uma nota oficial, assinada conjuntamente pelo PCC e pelo governo, confirmou o falecimento, mas não detalhou a causa da morte nem forneceu informações sobre o funeral.
Companheiro de Fidel e Raúl desde o Moncada
Valdés Menéndez foi um dos mais destacados companheiros de Fidel e Raúl Castro desde o assalto ao Quartel Moncada, em 1953, ato que marcou o início da luta armada contra a ditadura de Fulgêncio Batista. Sua trajetória o tornou uma figura influente na história revolucionária de Cuba.
“Ramiro Valdés Menéndez é merecedor do respeito e admiração do povo de Cuba por sua dedicação e lealdade comprovada à causa revolucionária”, afirmou o governo em nota publicada no portal oficial Cubadebate.
Homenagens do presidente Díaz-Canel
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, expressou pesar em sua conta no X (antigo Twitter): “A partida física do comandante da revolução, Ramiro Valdés Menéndez, dói profundamente, como a de um pai. Assim o quis e respeitei sempre. Assim recordarei seu apoio e conselhos, sua discreta colaboração e exemplar dedicação ao serviço da pátria.”
Díaz-Canel destacou ainda que “cada ato da vida do Comandante Ramiro foi marcado por sua fidelidade absoluta à liderança de Fidel e Raúl, aos seus companheiros de luta e ao Programa do Moncada”, lembrando sua participação inicial no fracassado assalto ao Quartel Moncada, que, apesar do revés, deu início à revolução cubana.
Legado de um revolucionário
Ramiro Valdés Menéndez ocupou diversos cargos de alto escalão ao longo de sua carreira, incluindo o de vice-presidente do Conselho de Estado e do Conselho de Ministros, além de ter sido ministro do Interior e das Comunicações. Sua morte representa a perda de um dos últimos ícones da geração histórica que liderou a revolução de 1959.
A notícia foi divulgada pela agência Associated Press, que repercutiu o comunicado oficial cubano.



