O economista alemão Achim Klement, conhecido por ter acertado os campeões das três últimas Copas do Mundo, já tem sua previsão para o Mundial de 2026: a Holanda será campeã. Segundo seu modelo estatístico, a final será contra Portugal, no dia 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA).
O modelo e suas previsões
Klement criou um complexo modelo de previsão que mantém 100% de acerto desde a Copa de 2014, no Brasil. Naquele ano, previu a vitória da Alemanha; em 2018, acertou a França; e em 2022, a Argentina. Para 2026, o modelo indica que a Holanda enfrentará a Espanha nas semifinais, enquanto a outra semifinal será entre Inglaterra e Portugal — com vitória portuguesa, repetindo o duelo de 2006.
Nas quartas de final, Portugal eliminaria a Argentina. A previsão não detalha se a decisão será nos pênaltis.
O 'guru' que começou como crítica
Klement, que se autodenomina um 'pessimista', iniciou o projeto como uma crítica à arrogância dos economistas. 'Tudo começou como um exercício para mostrar ao mundo a arrogância dos economistas, que acham que podem prever fatos sobre os quais não têm nenhuma indicação', explica. 'Agora, isso passou a ser uma demonstração de como, se você tiver sorte várias vezes, as pessoas irão achar que você é um guru.'
Seu modelo leva em conta fatores como população, riqueza, clima e ranking da Fifa, mas Klement alerta que a sorte responde por 50% dos resultados. 'Cada jogo — especialmente quando você tem equipes de alta qualidade, com técnicas e habilidade muito similares, jogando entre si — realmente depende da forma naquele dia, de uma decisão da arbitragem, de um pouco de sorte entre aquela bola que bate na trave ou entra no gol', afirma.
Um erro no Brasil e a 'maldição' quebrada
Na atual Copa, Klement não contava com Gabriel Martinelli. Ele havia previsto que o Brasil enfrentaria o Japão no primeiro jogo do mata-mata e apostava em vitória japonesa. Quando o Japão abriu o placar, parecia que o alemão acertaria mais uma vez. Mas Casemiro e Gabriel Martinelli mudaram o jogo, acabando com a 'maldição' da previsão. Ainda assim, o erro não apaga o histórico de acertos do economista.
Expectativa e diversão
Sempre que a Copa se aproxima, o modelo de previsão oferece a Klement uma distração do trabalho diário. 'Particularmente em 2026, quando temos tantas crises, guerras e coisas acontecendo, é algo que me faz sentir bem', conta. 'E espero que os leitores também se sintam bem e tenham um pouco de distração de tudo de ruim que está acontecendo no mundo.'
A cada acerto, cresce o peso da expectativa. Mas Klement mantém a cautela: 'Os outros 50% são de sorte'.



