O Parlamento da Hungria aprovou uma emenda constitucional que limita o mandato de primeiros-ministros a oito anos, bloqueando efetivamente um possível retorno de Viktor Orbán ao cargo. Orbán governou o país por 16 anos consecutivos até ser derrotado nas eleições de abril pelo partido Tisza, que conquistou maioria de dois terços no Parlamento, suficiente para alterar a Constituição.
Detalhes da emenda
A nova regra estabelece que nenhum primeiro-ministro pode exercer o cargo por mais de dois mandatos de quatro anos, totalizando oito anos. A medida foi apoiada pelo líder do Tisza, Péter Magyar, que a apresentou como parte de um pacote de reformas para fortalecer as instituições democráticas e melhorar as relações com a União Europeia e a Otan.
Reações e próximos passos
A emenda ainda aguarda a assinatura do presidente húngaro para entrar em vigor. Analistas políticos consideram que a mudança representa uma virada significativa na política húngara, após anos de governo centralizador de Orbán. O partido Tisza, que venceu as eleições com uma plataforma de combate à corrupção e aproximação com o Ocidente, vê a medida como um passo crucial para evitar a concentração de poder.
Orbán, que liderou a Hungria de 2010 a 2026, não comentou publicamente a aprovação. Seu partido, Fidesz, agora na oposição, criticou a emenda como uma manobra política. No entanto, a ampla maioria do Tisza no Parlamento garante que a medida seja implementada sem grandes obstáculos.



