Ataques de drones em Moscou pressionam Putin e ameaçam eleições
Drones em Moscou ameaçam eleições e pressionam Putin

Novos ataques com drones contra a capital russa intensificaram a pressão sobre o presidente Vladimir Putin, colocando em risco a realização das eleições legislativas previstas para setembro. O prefeito de Moscou afirmou que 60 drones foram interceptados desde a noite de segunda-feira, enquanto o Kremlin confirmou que pode recorrer à importação de combustível para mitigar a crise.

Interceptação recorde de drones

Em pronunciamento oficial, o prefeito de Moscou declarou que as defesas aéreas da cidade abateram 60 drones ucranianos desde o início dos ataques. As aeronaves não tripuladas atingiram residências em Yegoryevsk, conforme imagens divulgadas pelo Telegram. A capital, antes considerada relativamente imune ao conflito, agora enfrenta tensões crescentes com a proximidade dos combates.

Crise de combustível e possível adiamento eleitoral

Os ataques a refinarias russas agravaram a escassez de gasolina, levando o Kremlin a estudar a importação do produto para estabilizar o mercado interno. Fontes do governo indicam que, se a situação não for controlada, as eleições legislativas marcadas para setembro poderão ser adiadas. A medida seria inédita e reflete o impacto estratégico dos drones ucranianos na infraestrutura energética russa.

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Pressão sobre Putin

Especialistas apontam que os ataques constantes a Moscou minam a imagem de segurança que o Kremlin tenta projetar. A oposição russa tem usado o episódio para criticar a condução da guerra, enquanto aliados de Putin demonstram preocupação com a estabilidade política. O adiamento das eleições, se confirmado, representaria um revés significativo para o governo.

Até o momento, a Ucrânia não reivindicou oficialmente a autoria dos ataques, mas fontes militares indicam que as ações fazem parte de uma estratégia para desgastar a logística russa e forçar uma reavaliação dos planos de guerra.

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