Copa 2026: Brasil pode enfrentar México, Alemanha ou França se for 3º no grupo C
Copa 2026: possíveis adversários do Brasil na fase de grupos

Com a Copa do Mundo de 2026 expandida para 48 seleções, o torneio terá 32 países na fase mata-mata, mas a definição dos confrontos após a fase de grupos segue uma lógica matemática, não um sorteio aleatório. A Fifa já definiu 495 tabelas possíveis para os duelos envolvendo os terceiros colocados, conforme explicam especialistas ouvidos pelo g1.

Brasil em 3º lugar no grupo C: adversários possíveis

Se a seleção brasileira terminar a fase de grupos em terceiro lugar no grupo C, poderá enfrentar o vencedor de um dos seguintes grupos: A (México, África do Sul, Coreia do Sul ou Tchéquia), E (Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim ou Equador) ou I (França, Noruega, Senegal ou Iraque). A definição depende de quais terceiros lugares se classificam entre os 12 grupos.

Brasil em 1º ou 2º lugar: adversário fixo do grupo F

Caso o Brasil termine em primeiro ou segundo lugar no grupo C, o adversário na primeira fase eliminatória será uma seleção do grupo F. Se for primeiro, enfrenta o segundo colocado do grupo F; se for segundo, enfrenta o primeiro colocado. As possibilidades incluem Holanda, Suécia, Japão ou Tunísia (esta já eliminada matematicamente).

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Por que mais jogos? A nova fase de 16 avos de final

Além dos primeiros e segundos colocados de cada grupo, os oito melhores terceiros lugares avançam para os 16 avos de final, uma nova etapa antes das oitavas. As 12 seleções em terceiro são ranqueadas por desempenho (vitórias, empates, gols), e as oito melhores se classificam. A Fifa já pré-definiu 495 combinações de duelos entre esses terceiros e os primeiros colocados de outros grupos, sem sorteio.

Matemática por trás dos 495 cenários

Para calcular as combinações, a Fifa usa análise combinatória. Como a ordem dos grupos não importa, utiliza-se a combinação de 12 grupos tomados 8 a 8: C(12,8) = 495. Cada combinação corresponde a uma tabela pré-montada no regulamento. “Dessa forma, duas seleções que se enfrentaram na fase de grupos não podem se reencontrar logo na primeira fase eliminatória”, explica Rodney Luzio, coordenador do curso Anglo. “Evita repetição imediata de confrontos, tornando o torneio mais equilibrado.”

Exemplos de tabelas pré-definidas

Em um cenário hipotético, se os oito melhores terceiros lugares forem dos grupos A, B, C, E, F, G, H e J, a tabela de número 424 determina duelos como: vencedor do grupo A vs. terceiro do grupo H, vencedor do grupo B vs. terceiro do grupo G, e assim por diante. Já se os classificados forem C, D, F, H, I, J, K e L, o terceiro do grupo C (Brasil) enfrentaria o vencedor do grupo E, não mais o do grupo A.

Confrontos fixos entre primeiros e segundos lugares

Independentemente dos terceiros lugares, o Artigo 12.6 do regulamento da Fifa já define alguns duelos, como: segundo do grupo A vs. segundo do grupo B, vencedor do grupo F vs. segundo do grupo C, vencedor do grupo C vs. segundo do grupo F, entre outros. Para o Brasil, se for primeiro ou segundo, o adversário virá do grupo F, conforme mencionado.

Os cálculos foram detalhados por Rodney Luzio (Curso Anglo), Raphael Mantovano (Plataforma Amplia) e Mauricio Carvalho (Sistema de Ensino pH). A análise combinatória, com uso de fatoriais, permite contar todas as possibilidades sem escrever multiplicações gigantescas. Em resumo, a Fifa precisou calcular de quantas formas diferentes é possível formar um grupo de 8 seleções dentre 12 disponíveis.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar