A China anunciou neste sábado o lançamento de uma nova patrulha da guarda costeira a leste de Taiwan, provocando uma reação contundente de Taipé. A ação ocorre após uma força-tarefa chinesa na costa da ilha no mês passado ter causado alarme em algumas capitais ocidentais.
Detalhes da operação
A frota realizará “patrulhas de aplicação da lei” na área, informou a Guarda Costeira da China em comunicado, acrescentando que reforçará essas patrulhas no que chamou de águas jurisdicionais da China. A guarda costeira “protegerá firmemente a soberania territorial e os direitos e interesses marítimos da China”, acrescentou.
Reação de Taiwan
O governo de Taiwan condenou a nova patrulha, afirmando que se trata de uma “expansão ilegal de poder, em violação ao direito internacional, e uma perturbação da estabilidade regional”. “Os comunistas chineses não têm soberania nem direitos relacionados nas águas a leste de Taiwan, não têm jurisdição sobre essas águas e nenhuma de suas embarcações oficiais possui autoridade para fazer cumprir a lei naquela região”, afirmou em comunicado o Conselho de Assuntos Continentais, órgão responsável pela política de Taiwan em relação à China.
Monitoramento e antecedentes
A Guarda Costeira de Taiwan informou que estava rastreando dois navios chineses e havia posicionado antecipadamente dois de seus próprios navios para navegar ao lado deles e monitorá-los. As forças armadas da China atuam quase diariamente em torno de Taiwan, que Pequim considera seu próprio território. A China começou a utilizar sua guarda costeira para fazer valer suas reivindicações territoriais no que Taiwan chama de “guerra jurídica” a fim de reivindicar uma base legal para as ações chinesas.



