O Brasil dará um passo estratégico para fortalecer o comércio com seu principal parceiro comercial ao instalar, pela primeira vez, uma aduana na Ásia. A medida foi anunciada pela coluna de Míriam Leitão e consiste na designação de um adido da Receita Federal em Pequim, na China. O anúncio oficial ocorrerá durante a visita do ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao país asiático.
Objetivo da nova representação
A iniciativa visa agilizar os processos de comércio bilateral, reduzindo burocracias e facilitando o fluxo de mercadorias entre os dois países. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, com um volume de negócios que atingiu US$ 171 bilhões em 2025. A presença de um adido da Receita em Pequim permitirá maior agilidade na liberação de cargas e na solução de pendências fiscais.
Quinta representação da Receita no exterior
Com a instalação em Pequim, a Receita Federal passará a ter cinco representações fora do Brasil. As outras estão localizadas nos Estados Unidos, Paraguai, Argentina e Uruguai. A escolha da China reflete a importância estratégica do comércio bilateral e a necessidade de aproximação institucional.
Segundo fontes da coluna, a medida é vista como um avanço na modernização da estrutura aduaneira brasileira e deve beneficiar exportadores e importadores que enfrentam gargalos logísticos e fiscais nas transações com a China.



