Terremotos na Venezuela: dois brasileiros entre mortos; resgates emocionantes
Venezuela: dois brasileiros mortos em terremotos; resgates emocionam

Dois terremotos devastaram a Venezuela, deixando centenas de mortos e quarteirões inteiros destruídos, conforme registrado pelo programa Fantástico. O primeiro tremor, de magnitude 7,2, foi seguido por um segundo, de magnitude 7,5, apenas 39 segundos depois. Devido à escala logarítmica, o segundo terremoto liberou quase três vezes mais energia que o primeiro.

Críticas à resposta do governo

Na região de Los Cocos, a escassez de socorristas profissionais gerou críticas ao governo da presidente Delcy Rodríguez. Um morador local reclamou: "Nem um helicóptero apareceu aqui desde que tudo isso começou. Nem um helicóptero para trazer água, apagar incêndios... nada, nada".

Vítimas brasileiras

Entre as vítimas fatais, dois brasileiros foram identificados: a modelo brasiliense Vanessa Zacarias da Silva e o pastor Romildo Batista de Lima, de Uberlândia. Isabela, sobrinha de Romildo, expressou o desejo da família: "Nosso único desejo é realizar a vontade dele, trazer ele de volta para o Brasil, para a gente fazer um velório com a família e ter um enterro digno para ele".

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Resgates que emocionam

Apesar da tragédia, histórias de esperança emergem. Sofia Coleman, de 15 anos, foi encontrada viva e sem ferimentos graves sob uma montanha de concreto. O resgate de uma mãe e seu filho recém-nascido tornou-se um símbolo: o bebê foi passado de mão em mão nas ruínas até os braços do pai, e a mãe, Dayana, foi retirada posteriormente sob aplausos.

Sobrevivente relata desespero

Carmen, uma sobrevivente, descreveu o desabamento do prédio onde estava: "Percebi que o prédio estava desmoronando. Até que, não sei depois de quanto tempo, tudo parou de tremer e ficou escuro, com muito pó. E eu disse: 'Estou viva'". Ela ficou cinco horas presa nos escombros, com ferimentos nos braços e pernas, até ser resgatada por seu primo Beto, com ajuda de voluntários. Beto conseguiu uma ambulância que a levou a um hospital particular em Caracas, mas alertou: "o pior é que o plano de saúde não cobre terremotos. Então, virá uma conta bem salgada".

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