Keiko Fujimori, candidata de direita, lidera a pesquisa de boca de urna do segundo turno presidencial no Peru, com 50,7% dos votos, contra 49,3% do esquerdista Roberto Sánchez, segundo levantamento do instituto Ipsos. A disputa acirrada reflete a profunda divisão política no país andino, marcado por instabilidade nos últimos anos.
Resultado apertado
Com 100% das urnas apuradas na pesquisa de boca de urna, a diferença entre os dois candidatos é de apenas 1,4 ponto percentual, dentro da margem de erro de 2 pontos. Isso significa que a eleição pode ser decidida nos votos válidos, com possível virada de Sánchez. O clima de tensão toma conta do país, enquanto eleitores aguardam o resultado oficial.
Promessas e temores
A campanha de Fujimori focou em promessas de prosperidade econômica e segurança, enquanto Sánchez alertou para os riscos de um governo de direita que poderia ameaçar direitos sociais. O discurso anticomunista de Fujimori foi contraposto pela defesa de Sánchez de um Estado mais presente e políticas inclusivas.
Ambos os candidatos enfrentam o desafio de governar sem maioria no legislativo. O novo presidente precisará formar coalizões com partidos menores para aprovar reformas e garantir governabilidade. A polarização atual pode dificultar acordos, exigindo habilidade política do vencedor.
Cenário de instabilidade
O Peru vive uma crise política crônica, com vários presidentes nos últimos anos. A eleição de 2026 é vista como crucial para definir o rumo do país. A disputa acirrada entre direita e esquerda mostra que a sociedade peruana está dividida sobre o modelo de desenvolvimento. O resultado final deve ser conhecido nas próximas horas, após a apuração oficial.



