América Latina vê oportunidades na IA, mas enfrenta desafios para avançar
América Latina: oportunidades e desafios na corrida da IA

A América Latina vislumbra oportunidades promissoras no campo da inteligência artificial, mas ainda enfrenta obstáculos significativos para se equiparar aos líderes globais dessa nova corrida tecnológica. Essa foi a tônica dos debates no Web Summit Rio 2026, que reuniu especialistas e empreendedores para discutir o futuro da IA na região.

Oportunidades e desafios regionais

Durante o evento, Nick Robins, do jornal britânico The Guardian, mediou uma conversa com Alexey Milovidov, cofundador e diretor de Operações da ClickHouse, e Rodrigo Durán, gerente geral do Cenia. Os painelistas destacaram que, embora a América Latina tenha um enorme potencial devido à sua população jovem e crescente digitalização, a região precisa superar desafios estruturais para não ficar para trás.

Um dos principais pontos levantados foi a importância de iniciativas regionais como o Latam-GPT, que busca desenvolver conhecimento local em IA, reduzindo a dependência de tecnologias estrangeiras. No entanto, a falta de investimento em infraestrutura e a necessidade de formar talentos especializados ainda são barreiras críticas.

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Riscos da dependência externa

Os especialistas alertaram que a dependência de soluções de IA desenvolvidas nos Estados Unidos e na China pode limitar a capacidade da América Latina de criar inovações adaptadas às suas realidades. Sem um ecossistema robusto de pesquisa e desenvolvimento, a região corre o risco de se tornar apenas uma consumidora de tecnologia, em vez de protagonista na transformação digital.

“Precisamos acelerar a adoção da IA em setores-chave como saúde, agricultura e educação, mas isso exige investimento em infraestrutura de dados e computação”, afirmou Rodrigo Durán. Ele também destacou a necessidade de políticas públicas que incentivem a inovação e a colaboração entre universidades, empresas e governos.

Potencial a ser explorado

Apesar dos desafios, a América Latina possui vantagens competitivas, como uma base de usuários digitais em expansão e uma rica diversidade cultural que pode gerar soluções criativas. O Web Summit Rio serviu como um catalisador para discussões sobre como transformar esses ativos em vantagens concretas na corrida tecnológica global.

Para Alexey Milovidov, a região tem tudo para se tornar um polo de inovação em IA, desde que haja um esforço coordenado para superar as lacunas atuais. “O momento é de ação. Se não nos movimentarmos agora, o fosso tecnológico pode se tornar intransponível”, concluiu.

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