As primeiras equipes internacionais de resgate chegaram à Venezuela nesta sexta-feira (26) para ajudar nas buscas por sobreviventes dos terremotos que atingiram o país. A ONU estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas. De quinta (25) para sexta (26), o número de vítimas confirmado pelo governo subiu quase cinco vezes, chegando a 920 mortos.
Resgates noturnos e esperança
Durante a madrugada, socorristas vasculham os escombros na escuridão. O prefeito de Chacao, Região Metropolitana de Caracas, relatou: "Os bombeiros estão em contato com três pessoas lá embaixo. Pelo menos uma foi encontrada viva". Na capital, moradores procuraram por vizinhos ao amanhecer. "Não vamos perder a esperança de que pode haver alguém inconsciente lá embaixo, ainda com vida", disse um residente.
O terremoto mais forte em 126 anos
O segundo terremoto de quinta-feira, de magnitude 7,5, foi o mais forte a atingir a Venezuela em 126 anos. Um passageiro filmou de dentro do avião o momento em que o chão tremeu e parte do aeroporto internacional começou a desabar. O governo calcula que centenas de pessoas ainda estejam sob os escombros, mas o chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, estimou um número bem maior: mais de 50 mil soterrados.
Vítimas estrangeiras e brasileiros
Pelo menos 17 estrangeiros estão entre as vítimas. O Itamaraty confirmou a morte de dois brasileiros, mas não divulgou a identidade. Uma das vítimas, segundo a família, é Vanessa Zacarias da Silva, do Distrito Federal. Ela morava há cerca de dois meses com o namorado venezuelano em La Guaira, a cidade mais atingida.
Ajuda internacional chega
Os terremotos de quarta (24) e quinta (25) atingiram um país vulnerável após anos de crises políticas e econômicas. A Venezuela precisa de socorristas, equipamentos de resgate e suprimentos médicos. Nesta sexta, a ajuda começou a chegar: equipes da Suíça, Alemanha, Chile, México e Espanha desembarcaram em Caracas. Os Estados Unidos enviaram dois navios da Marinha, além de aviões e helicópteros. O presidente do Congresso venezuelano, Jorge Rodríguez, afirmou que 871 socorristas estrangeiros já estão no país.
Esperança entre os escombros
Os socorristas se unem aos esforços dos moradores. Cenas como o resgate de uma idosa trazem esperança de que a fragilidade possa resistir aos escombros.



