10 dicas essenciais para comprar carro usado com segurança
10 dicas para comprar carro usado com segurança

Comprar um carro usado pode render uma boa economia, mas também exige atenção para evitar dores de cabeça futuras. Para ajudar nessa tarefa, o Jornal do Carro reuniu 10 pontos essenciais que devem ser analisados antes de fechar negócio. A lista é simples e prática para que qualquer pessoa, até a mais leiga no assunto, possa realizar uma compra com maior segurança.

1. Verifique a documentação e a procedência

Ao comprar um carro, a primeira coisa que deve ser verificada, antes mesmo da mecânica, é a documentação. Verifique se há multas, bloqueios judiciais, licenciamento e IPVA atrasados ou qualquer outra pendência junto ao Detran antes de fechar a compra. O CEO da Auto Avaliar, plataforma de compra e venda de usados, J. R. Caporal, ainda dá uma dica extra: “Também é importante checar se os números do chassi, do motor e dos documentos conferem com o veículo apresentado. Essa é uma forma segura de saber que você não está comprando um carro com documentação adulterada.” Também avalie o histórico de sinistros, roubos e passagens por leilão. Carros com histórico relevante podem apresentar problemas estruturais, ter maior dificuldade para contratação de seguro e até mesmo valor de revenda reduzido.

2. Exija um laudo cautelar

O laudo cautelar é como se fosse um “raio-X” do carro. Nele, são checados os principais pontos estruturais do veículo, como o chassi, a originalidade das peças e a quilometragem, permitindo identificar possíveis adulterações no hodômetro. Ao final da vistoria, o laudo pode ser classificado como Aprovado (sem problemas graves), Aprovado com Apontamentos (detalhes estéticos ou reparos leves) ou Reprovado (danos estruturais ou adulterações). Apenas os carros com documentos podem voltar a rodar normalmente. Se já tiverem com baixa no sistema do Detran, só poderão ser comprados por empresas cadastradas e usados para desmonte e reuso das peças.

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3. Analise a quilometragem

A quilometragem é um dos itens mais observados por quem compra um usado, mas não deve ser analisada isoladamente. Além do número mostrado no painel, é importante verificar se ele faz sentido com o ano do veículo e com o desgaste de componentes como volante, bancos, pedais, pneus e manopla de câmbio. “A quilometragem precisa fazer sentido com o ano do carro, o estado interno e o desgaste de volante, bancos, pedais, pneus e manopla de câmbio”, explica o CEO da Auto Avaliar. Também vale ficar atento a possíveis fraudes no hodômetro. Um carro com baixa quilometragem e sinais evidentes de desgaste pode indicar adulteração ou uso incompatível com o número registrado.

4. Avalie a pintura e a estrutura

Retoques na pintura e pequenos amassados são normais em carros usados. Porém, existem situações mais graves que podem indicar problemas estruturais. Tente perceber se há diferenças de tonalidade entre as peças, especialmente sob luz natural, além de desalinhamento de portas, capô e para-choques, soldas aparentes, marcas de repintura e vãos irregulares. Essas características podem indicar reparos mal executados, capazes de comprometer a segurança dos ocupantes. Caso você não tenha experiência suficiente para esse tipo de avaliação, procure um profissional de confiança para auxiliá-lo.

5. Motor e câmbio

Para descobrir possíveis problemas no motor e no câmbio, o melhor a fazer é um test-drive. “Não basta dar uma volta curta no quarteirão. O ideal é testar o carro em baixa velocidade, acelerações, frenagens, curvas, lombadas e, se possível, em vias de maior velocidade”, aconselha J. R. Caporal. Procure por ruídos anormais, fumaça, dificuldade para ligar, marcha lenta irregular e vazamentos. Quanto ao câmbio, observe se há trancos, patinação ou dificuldade excessiva nas trocas de marcha.

6. Suspensão, freios e pneus

Ainda durante o test-drive, você pode identificar possíveis falhas nos freios ou na suspensão. Tente perceber se o carro não puxa para nenhum dos lados, se o freio não vibra ao ser acionado e se há ruídos ao passar por pisos irregulares. Nos pneus, verifique se não há desgaste irregular. Essa característica pode indicar desalinhamento ou até mesmo algum reparo estrutural mal executado.

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7. Confira a elétrica e a eletrônica

Para testar a parte elétrica e eletrônica, fique atento a todas as luzes, ao funcionamento dos vidros e travas elétricas, da central multimídia, das câmeras e dos sensores de estacionamento e ponto cego. Observe também o painel para verificar se não há luzes de injeção eletrônica, ABS, airbag ou câmbio acesas.

8. Manual, chave reserva e histórico de manutenção

O manual não é um item essencial, já que seu conteúdo pode ser encontrado nos sites das montadoras. Ainda assim, ter o livreto em boas condições pode indicar que o proprietário teve cuidado com o veículo, transmitindo maior confiança ao comprador. Já a chave reserva é indispensável e pode ser exigida durante a negociação. Também vale conferir o histórico de manutenção e em quais concessionárias ou oficinas foram realizadas as revisões.

9. Custo futuro, seguro, manutenção e valor residual

Ao comprar um usado, é importante pensar também no futuro. Analise o carro como um todo, levando em consideração os custos com revisões, seguro, consumo, IPVA, peças e demais despesas. Você pode até achar que está fazendo um bom negócio, mas é preciso avaliar se o modelo não sofrerá forte desvalorização nos próximos anos, dificultando uma futura revenda. “O bom negócio é aquele que combina preço justo, baixo risco de manutenção e boa capacidade de revenda”, explica Caporal.

10. Forma de pagamento e segurança da transação

Mesmo seguindo todas as dicas acima, ainda é preciso ter atenção na hora de fechar negócio. Evite pagamentos sem contrato, recibo ou conferência da titularidade. Além disso, faça o pagamento diretamente ao vendedor ou à empresa responsável, evitando negociações que envolvam terceiros sem vínculo claro. “Em transações entre particulares, todo cuidado é pouco com golpes, documentos falsos e promessas de transferência futura”, aconselha J. R. Caporal.