A seleção brasileira ainda não garantiu vaga na Copa do Mundo de 2026, e a torcida já começa a fazer contas. Com a nova fórmula do torneio, que terá 48 seleções, o Brasil precisa ao menos terminar entre os seis primeiros das Eliminatórias Sul-Americanas para se classificar diretamente. Atualmente, a equipe ocupa a quarta posição, com 21 pontos em 12 jogos, mas a margem de erro é pequena.
Cenários para a classificação
O Brasil depende apenas de si para avançar. Se vencer os próximos compromissos contra Uruguai e Argentina, assegura a vaga antecipadamente. Em caso de tropeços, ainda pode contar com uma combinação de resultados. A Conmebol tem seis vagas diretas e uma para a repescagem. O sétimo colocado disputará uma vaga com seleções de outras confederações.
Segundo o analista esportivo Eduardo Mendes, “o Brasil tem 95% de chance de classificação, mas precisa evitar surpresas contra adversários tradicionais”. O elenco, comandado por Dorival Júnior, tem mostrado evolução tática, mas ainda sofre com lesões de jogadores-chave.
Riscos e cautela
Apesar do otimismo, há três pontos de atenção. Primeiro, a irregularidade defensiva: a seleção sofreu gols em 8 dos 12 jogos. Segundo, a dependência de Vinícius Júnior, que carrega o ataque. Terceiro, o histórico de tropeços em altas altitudes, como em La Paz e Quito.
O jornalista Rodrigo Fiszman destaca: “O Brasil não pode repetir atuações como contra a Venezuela, quando empatou em casa. O nível das Eliminatórias subiu, e qualquer descuido pode custar caro.”
Impacto da nova fórmula
A ampliação da Copa para 48 seleções aumenta as chances de classificação, mas também gera pressão por resultados. A Fifa, sob comando de Gianni Infantino, busca expandir o torneio para mercados emergentes. A análise do New York Times aponta que Infantino está “Trumpificando” a entidade, com decisões centralizadas e polêmicas.
Enquanto isso, o mercado financeiro também reage: a Embraer (EMBJ3) dispara após correção, e o Ibovespa emenda terceira alta. Mas o foco do torcedor está em campo. A próxima rodada, contra o Uruguai, será decisiva para aliviar a pressão sobre a comissão técnica.



