O atacante marfinense Elye Wahi, de 23 anos, foi autorizado a entrar no Canadá após inicialmente ter sido barrado na fronteira por falta de visto. A liberação ocorre em meio a uma investigação que apura se ele recebeu deliberadamente um cartão amarelo em uma partida do Nice contra o Metz, em 17 de maio.
Entrada negada e autorização posterior
Wahi foi impedido de entrar no Canadá quando a delegação da Costa do Marfim chegou para a Copa do Mundo de 2026. A falta de visto foi o motivo alegado pelas autoridades canadenses. Após a intervenção da Federação Marfinense de Futebol (FIF), o jogador recebeu a documentação necessária e foi liberado para se juntar à equipe.
Investigação sobre apostas
A investigação, conduzida pela Federação Francesa de Futebol (FFF) e pela UEFA, busca determinar se Wahi recebeu intencionalmente um cartão amarelo no jogo entre Nice e Metz, em 17 de maio de 2026. A suspeita é de que o cartão teria sido manipulado para beneficiar apostas esportivas. Wahi nega as acusações.
"Estou tranquilo, sei que não fiz nada de errado. Confio nas autoridades e estou focado em ajudar a seleção", disse Wahi, segundo a FIF.
Não escalado contra a Alemanha
Apesar de ter sido liberado para entrar no Canadá, Wahi não foi escalado para a partida contra a Alemanha, válida pela fase de grupos da Copa do Mundo. O técnico da Costa do Marfim optou por não utilizá-lo enquanto a investigação estiver em andamento. A FIF expressou confiança no jogador e aguarda a conclusão das apurações.
Impacto na carreira
O caso gerou repercussão no mundo do futebol, levantando questões sobre a integridade do esporte. Wahi, que atua como atacante, é considerado uma promessa do futebol marfinense e já despertou interesse de clubes europeus. A investigação pode afetar sua carreira, mas ele mantém a inocência.



