Esta quinta-feira (11) foi de notícias ruins para Marrocos. A comissão técnica teve que cortar dois jogadores por causa de lesão: o zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Ezzalzouli, um dos principais jogadores da equipe, com 15 gols e 13 assistências pelo Real Betis, da Espanha, nesta temporada. Marwane Saadane e Amine Sbai foram convocados para substituí-los.
Treino e preparação
A seleção marroquina treinou nesta quinta-feira (11) no estado de Nova Jersey, onde a Seleção Brasileira também está hospedada. O técnico Mohamed Ouahbi assumiu a equipe só em março de 2026, mas em 2025 comandou Marrocos na conquista do título Mundial Sub-20.
Nesta quinta-feira (11), a Fifa divulgou o ranking mensal das melhores seleções do mundo. O Brasil está na sexta posição, e Marrocos, na sétima.
Invasão marroquina em Nova York
A Estátua da Liberdade é um símbolo para os imigrantes que vivem em Nova York nos Estados Unidos, inclusive marroquinos, um povo apaixonado por futebol. Eles estão felizes da vida com a chegada da Copa do Mundo e querem ajudar a seleção de Marrocos a ir longe novamente.
Das várias bandeiras que marcam uma rua multicultural de Nova York, uma passou a ter mais destaque nos últimos dias. O marroquino Hassam vive nos Estados Unidos há 42 anos e estará no jogo de sábado (13) contra o Brasil.
Nova York tem a maior comunidade de marroquinos dos Estados Unidos: são cerca de 18 mil pessoas. O reduto do país fica em Astoria, bairro conhecido por receber imigrantes do mundo inteiro. Nos tradicionais cafés marroquinos da região, um assunto é inevitável: "Se o Marrocos ganhar do Brasil, o bairro estará em festa. Se perder, vai ser um funeral", disse um torcedor.
Pessoas representam a comunidade marroquina em Nova York, mas o reforço está chegando. Muitos e muitos marroquinos estão indo do Marrocos para lá para fortalecer a seleção em mais uma Copa do Mundo. Um torcedor chegou na quarta-feira (10) e disse que, nos próximos dias, vários voos vão chegar lotados de marroquinos para apoiar o time.
Foi assim na última Copa do Mundo: milhares de marroquinos invadiram o Catar para ajudar Marrocos a se tornar o primeiro país africano a chegar a uma semifinal de Copa do Mundo.
Um marroquino disse que nós, brasileiros, demos sorte com o corte do Ezzalzouli. O outro falou que quer ver Brahim Díaz, jogador do Real Madrid. Mas, para todos, que vivem em Nova York ou no Marrocos, o jogador que mais os representa é o capitão e lateral-direito do time: Hakimi.
Comentários de Renata Vasconcellos e Denílson
Renata Vasconcellos: Marrocos: cortes na seleção sempre são uma complicação. Ainda mais há dois dias da estreia. Você lembra bem, em 1998, quando o Romário foi cortado. Como é que o time sentiu naquele momento?
Denílson, comentarista: Um corte sempre traz uma frustração. Primeiro, para o jogador que é cortado e, segundo, para o elenco, que desde a convocação definitiva dos jogadores - naquela ocasião eram 23 jogadores convocados; dessa vez são 26 jogadores convocados. Dependendo da importância dele dentro do elenco, deixa uma sequela. Mas os jogadores, o grupo de um modo geral, pode usar isso como uma motivação para o início da Copa do Mundo. Espero que não contra o Brasil.
Renata Vasconcellos: Eu vou fazer a mesma pergunta que eu fiz para o Felipão há pouco: tem algum aspecto que o Brasil deve se atentar no jogo contra o Marrocos?
Denílson: Eu tenho ouvido muito os analistas de futebol falando em relação ao comportamento da seleção marroquina. A seleção marroquina, por exemplo, contra a Noruega fez uma marcação pressão. Contra o Brasil, eu acho que eles não vão fazer isso. Eu acho que eles não vão ter essa coragem de marcar a saída de bola da Seleção Brasileira. Eu acho que a gente tem que se preocupar, o Brasil nesse caso, com o contra-ataque. Então, Casemiro e Bruno Guimarães precisam estar muito atentos durante a partida.



