A maior Copa da história tem sido também uma das mais emocionantes. Último lance do jogo. E correria em campo, com jogadores fisicamente inteiros. Resultado: gol da Turquia. E virada. Três a dois sobre os Estados Unidos, aos 53 minutos do segundo tempo. Poderia ser apenas um lance isolado. Mas, na verdade, é uma marca deste mundial: 14 gols já saíram no tempo extra determinado pelos árbitros na etapa final, 7% do total.
Gols tardios e viradas emocionantes
Não é só isso. Os duelos estão movimentados nos períodos finais: 41 gols foram marcados até aqui depois dos trinta minutos do segundo tempo. Para muitos treinadores, a pausa para hidratação aparece como fator preponderante.
Pausa para hidratação: aliada ou vilã?
Em estádios climatizados ou locais de clima ameno, é possível usar os três minutos especialmente para executar mudanças nas equipes. "Do ponto de vista tático, ajuda muito ter contato com os jogadores durante o jogo", afirma Roberto Martínez, técnico de Portugal. A quebra na dinâmica do jogo gera também críticas. Houve vaias em alguns estádios quando o jogo foi interrompido.
Fator físico e desempenho
O fator físico também importa, especialmente nos dias quentes. A pausa para hidratação pode reerguer atletas e assegurar mais intensidade num período em que o cansaço costumava ser decisivo. O cientista americano Douglas Casa estuda como o calor interfere no que ocorre em campo. Ele explica que quem faz um bom trabalho para reduzir a temperatura corporal e os batimentos cardíacos dos atletas pode assegurar uma melhora de desempenho de até 10%.
Emoção até o fim
Fato é que não dá pra desistir dos jogos tão cedo. Essa Copa é igual novela: a emoção fica sempre pro fim.



