Pierluigi Collina, chefe de arbitragem da Fifa, defendeu publicamente o árbitro brasileiro Raphael Claus nesta segunda-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantar suspeitas sobre o cartão vermelho aplicado ao atacante americano Folarin Balogun durante a partida contra o Brasil, na última semana. A polêmica ganhou contornos políticos e mobilizou a cúpula da entidade máxima do futebol.
Collina sai em defesa de Claus
Em declaração oficial, Collina afirmou que a decisão de Claus foi correta e baseada nas regras do jogo. “Raphael Claus é um árbitro experiente e respeitado. O cartão vermelho foi aplicado de acordo com as leis do futebol, e não há motivo para questionar sua integridade ou competência”, disse Collina. A declaração ocorre em meio a críticas de Trump, que pediu pessoalmente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a revisão da punição.
Infantino libera Balogun para jogo contra Bélgica
Após o pedido de Trump, Infantino determinou que o caso fosse analisado pelo Comitê Disciplinar da Fifa. O órgão decidiu liberar Balogun para a partida contra a Bélgica, realizada neste domingo, em Seattle. O atacante americano entrou em campo e jogou os 90 minutos. Infantino, no entanto, negou que a decisão tenha sido influenciada por Trump. “A Fifa tem órgãos disciplinares independentes. A decisão foi tomada com base nos regulamentos, e não por pressão externa”, afirmou o presidente da entidade.
Collina e Infantino assistem juntos a EUA x Bélgica
Durante a partida entre Estados Unidos e Bélgica, Collina e Infantino foram vistos lado a lado nas arquibancadas do estádio em Seattle. A presença conjunta foi interpretada como um gesto de apoio à arbitragem e de unidade na cúpula da Fifa. A partida terminou empatada em 1 a 1, com Balogun marcando o gol americano.
Repercussão e próximos passos
A polêmica reacendeu o debate sobre a influência política no futebol. Especialistas apontam que a interferência de chefes de Estado em decisões esportivas pode abrir precedentes perigosos. A Fifa, por sua vez, reforçou que seguirá os procedimentos disciplinares de forma autônoma. Claus, que apitará a partida entre França e Argentina nas quartas de final, recebeu apoio de colegas e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).



