Luiz Carlos Almeida, de 66 anos, e Ana Elizabeth Orea de Almeida, de 61, formam o chamado "Casal da Copa". Eles se conheceram durante a Copa do Mundo de 1986, realizada no México, e agora se preparam para comemorar quatro décadas de união no Mundial de 2026, que será sediado novamente no México, além de Canadá e Estados Unidos.
Encontro em Guadalajara
Luiz, brasileiro, viajou ao México para torcer pela seleção brasileira. Ana, mexicana, era professora de educação física e estava noiva de outro homem. O irmão de uma aluna de Ana era Luiz, e foi assim que se conheceram em Guadalajara. Inicialmente amigos, começaram a frequentar juntos os "fan fests" da Copa. Foi ali, entre hinos de torcida e samba, que o relacionamento se aprofundou.
Amor 'proibido' e a ajuda de Casagrande
Ana lembra de uma festa no hotel Pousada Guadalajara, onde a seleção brasileira estava hospedada. Ela queria ficar mais tempo com Luiz, mas o pai insistia para que voltasse para casa. Então, pediu ao jogador Walter Casagrande, que estava no local, para telefonar para seu pai e convencê-lo. A estratégia funcionou. "Meu pai falou: 'Se colocam o Casagrande no telefone, como eu vou dizer não?'", recorda Ana.
Após a Copa, Ana terminou o noivado e manteve um namoro à distância com Luiz, trocando cartas. Três anos depois, casaram-se e ela se mudou para o Brasil, onde vive desde então. "A Copa de 1986 mudou totalmente as nossas vidas", afirma Ana.
Cinco Copas juntos
Desde 1986, o casal já acompanhou quatro Mundiais lado a lado: Brasil, Rússia, Catar e agora se preparam para a quinta edição, em 2026. Com malas prontas, pretendem seguir o Brasil enquanto a seleção permanecer no torneio. "As emoções que vivemos em uma Copa nos remetem a 1986", conta Luiz.
Ana descreve a sensação de assistir a uma partida no estádio com Luiz como algo único. "É muito bom, você vê aquele estádio, aquela imensidão, aquela energia... A emoção de um estádio não tem preço. E eu olho para o Luiz e penso: 'A gente está aqui'. É emocionante."
Quando Brasil e México se enfrentam, o coração de Ana fica dividido. "É um sofrimento", brinca. "Eu quero muito que o México ganhe, mas o Brasil tem uma energia única. Eles não jogam, mas brincam em campo."



