O auxiliar técnico da seleção francesa, Guy Stéphan, condenou veementemente os comentários racistas feitos pela senadora paraguaia Celeste Amarilla contra o atacante Kylian Mbappé. Em entrevista coletiva após a vitória da França sobre o Paraguai na Copa do Mundo de 2026, Stéphan classificou as declarações como 'vergonhosas, desprezíveis e escandalosas'.
Contexto do ataque racista
Durante a partida válida pela fase de grupos do Mundial, Mbappé marcou dois gols na vitória francesa por 3 a 1. Após o jogo, a senadora Amarilla publicou em suas redes sociais uma comparação ofensiva entre o jogador e chimpanzés, gerando imediata repercussão negativa. 'É inaceitável que uma figura pública use seu cargo para disseminar ódio racial', afirmou Stéphan.
Reação de Mbappé e da federação
Mbappé também se manifestou, repudiando as ofensas e destacando que 'a senadora não representa o verdadeiro espírito do povo paraguaio'. A Federação Paraguaia de Futebol emitiu nota oficial condenando o ocorrido e pedindo desculpas à França e ao jogador. 'Não toleramos qualquer forma de discriminação em nosso esporte', declarou o presidente da federação, Robert Harrison.
Posicionamento das autoridades
O governo paraguaio, por meio do Ministério das Relações Exteriores, anunciou que abrirá uma investigação sobre o caso. 'Comentários racistas são crime no Paraguai e serão tratados com o rigor da lei', informou o chanceler nacional. A senadora Amarilla ainda não se pronunciou oficialmente sobre as críticas.
Impacto e próximos passos
O episódio reacendeu o debate sobre racismo no futebol e na política. A FIFA também se manifestou, reiterando seu compromisso com a luta contra a discriminação. 'Estamos monitorando o caso e tomaremos as medidas cabíveis', disse um porta-voz da entidade. A França segue na competição, com Mbappé focado nos próximos desafios da Copa do Mundo.



