O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, concedeu entrevista exclusiva à Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (2) e fez uma avaliação franca sobre sua atuação à frente da equipe na Copa do Mundo de 2026. “É 100% certo que não sou um gênio. Mas é 100% certo que não sou tonto”, declarou o italiano, que busca equilíbrio nas decisões táticas durante o torneio.
Campanha do Brasil e decisões táticas
Após a vitória sobre o Japão, Ancelotti comentou escolhas que geraram debate, como a manutenção de Casemiro em campo e a entrada de Gabriel Martinelli. O treinador explicou que cada decisão é tomada com base no contexto da partida e no desempenho dos atletas. “Não me arrependo de não ter substituído Casemiro. Ele cumpriu seu papel. Martinelli entrou bem e deu dinamismo”, afirmou.
Próximo desafio: Noruega
O Brasil enfrenta a Noruega nas oitavas de final, e Ancelotti já projeta o confronto. “A Noruega é uma equipe forte, com jogadores de qualidade. Precisamos manter a concentração e executar nosso plano de jogo”, disse. O treinador também destacou a importância de Neymar, que se recupera de lesão, mas não confirmou sua presença entre os titulares.
Equilíbrio e autocrítica
Ancelotti reforçou que não se considera um “gênio” da tática, mas também não aceita ser tratado como ingênuo. “Tenho experiência e sei ler os jogos. Minhas escolhas são pensadas para o bem da equipe”, completou. A declaração reflete o momento de pressão e expectativa sobre o técnico, que busca conduzir o Brasil ao hexacampeonato.



