Neste domingo, um grupo de gaúchos que vive na Noruega terá uma experiência única ao acompanhar a Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo, contra a própria Noruega. Conhecidos como 'Vikings de Bombacha', eles se preparam para torcer em 'território inimigo', mas com respeito e confiança.
Um confronto histórico
O Brasil nunca venceu a Noruega em quatro partidas, incluindo uma vitória norueguesa na Copa de 1998. Para Luciano Rodrigues, gaúcho que vive em Oslo desde 2019, é hora de mudar esse retrospecto. "Está mais do que na hora de mudarmos essa história! O fato de eles ainda falarem de 1998 — quando ganharam do Brasil na fase de grupos da Copa da França — e nunca terem perdido para nós criou um clima de rivalidade por aqui. É bom que esse confronto tenha acontecido agora", comenta.
Clima de festa e rivalidade
A Noruega não disputa uma Copa desde 1998, e a capital está em festa com a geração de Haaland e Odegaard. Luciano relata que Oslo "está respirando futebol" e que os brasileiros têm saído para assistir aos jogos em fan fests. "É um momento único na Noruega — especialmente em Oslo. É muito bom acompanhar isso de perto, sentindo a atmosfera nas ruas."
Torcida com cautela
Embora o clima seja amistoso, o jogo contra a Noruega exige cuidados. "Nunca tivemos problemas, foi tudo bem tranquilo até então, mas esse próximo jogo é, sem dúvida, uma situação diferente. Afinal, estamos na casa deles, não é mesmo?", diz Luciano. O grupo debateu se deveriam ser mais comedidos na torcida, mas ele admite: "É muito difícil manter isso na prática, com a emoção do jogo. Não queremos perder a nossa essência, mas é importante mantermos o respeito, até porque teremos amigos noruegueses conosco."
50 pessoas, 100% Brasil
O grupo deve reunir cerca de 50 pessoas, incluindo 15 noruegueses, mas a torcida será unânime. "Aqui é 100% Brasil! Diria que até mesmo os brasileiros casados ou em relacionamentos com noruegueses não se rendem ao Haaland e à sua turma. Vamos assistir ao ar livre, com amigos de diferentes estados do Brasil e até noruegueses. Torcida pequena, mas confiante e barulhenta", vibra Luciano.



