O Japão ainda tem dúvidas na escalação para enfrentar o Brasil na próxima segunda-feira, em partida válida pela Copa do Mundo de 2026. A seleção japonesa chega embalada por vitórias recentes sobre Brasil e Inglaterra em amistosos, mostrando uma evolução significativa em relação ao último encontro com a seleção brasileira em Copas do Mundo, há 20 anos.
Geração atual tem bagagem europeia
Naquele elenco de 2006, a grande maioria dos convocados atuava na própria liga japonesa. Já na equipe atual, quase todos estão em clubes da Europa, que é o centro do futebol mundial. Apenas três jogadores atuam em times do Japão: os dois goleiros reservas e um veterano que voltou ao país para encerrar a carreira e já fez história nesta Copa. O lateral-esquerdo Nagatomo, de 39 anos, entrou na partida contra a Suécia e se tornou o primeiro asiático a disputar cinco Copas do Mundo. Ele é o mais velho de uma seleção que hoje exporta talentos.
Possíveis desfalques contra o Brasil
Dois jogadores importantes podem ser desfalques contra o Brasil por problemas médicos. O capitão Itakura, do Ajax, da Holanda, foi substituído no primeiro tempo contra a Suécia. E o meia Kubo, da Real Sociedad, da Espanha, até agora só jogou na estreia contra a Holanda. Problemas à parte, o técnico Hajime Moriyasu expressou gratidão a um brasileiro que contribuiu muito para a evolução do futebol japonês: Zico, que atuou como jogador na liga japonesa no início dos anos 1990 e virou ídolo no país, a ponto de comandar a seleção naquele Mundial de 2006.
Evolução do futebol japonês
O futebol do Japão, que antes engatinhava, terá uma nova chance de derrotar o país que é referência em Copa do Mundo. Os samurais azuis cresceram. A partida contra o Brasil promete ser um teste de fogo para a nova geração japonesa, que busca consolidar sua posição entre as potências mundiais.



