A Bélgica dominou e eliminou os Estados Unidos com uma goleada de 4 a 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo, em partida marcada por uma polêmica extracampo envolvendo o presidente americano Donald Trump e a Fifa. O jogo, disputado em Nova York, viu os belgas abrirem o placar com De Ketelaere antes dos dez minutos, sofrerem o empate de Tillman, mas depois ampliarem com De Ketelaere novamente, Vanaken e Lukaku, aproveitando falhas da defesa americana.
Polêmica do cartão vermelho de Balogun
Antes da partida, Trump havia ligado para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para reclamar da expulsão do atacante americano Folarin Balogun, ocorrida no jogo contra a Bósnia. O comitê disciplinar da Fifa suspendeu a punição automática e permitiu que Balogun atuasse, negando interferência externa. Trump agradeceu, dizendo que uma injustiça havia sido corrigida. Dirigentes belgas apelaram, mas a Fifa manteve a decisão.
Repercussão e provocações
Após a vitória, jogadores belgas dançaram no vestiário ao som de música usada nas campanhas de Trump. A federação belga ironizou nas redes: "Revertam isso". A imprensa espanhola, próxima adversária da Bélgica, estampou manchetes como "Nem Trump pôde evitar" e "Trump não consegue o que queria".
Reações dos treinadores e torcedores
O técnico dos EUA, Mauricio Pochettino, disse estar decepcionado com quem misturou esporte e política, e que a decisão da Fifa deve ser respeitada, sem influência no resultado. Rudi Garcia, técnico da Bélgica, afirmou que o grupo é maduro e não se deixou abalar pela polêmica. Torcedores americanos lamentaram: "Eles não jogaram, não tiveram coração", disse um. "Apenas esta não foi a nossa noite", completou outro.
Impacto da eliminação
Com a derrota, todos os países-sede da Copa – Estados Unidos, Canadá e México – foram eliminados nas oitavas de final. A Bélgica agora enfrenta a Espanha nas quartas.



