Bruno, da dupla com Marrone, revelou que a esperada parceria com o cantor Panda, um fã declarado da dupla, ainda não saiu do papel. Em entrevista ao g1 antes de subir no palco da 38ª Festa do Peão de Americana, Bruno explicou que o projeto pode não se concretizar este ano. "Este ano eu não sei. A gente conversa bastante e tentou gravar nesse DVD recente dele, mas não achamos a música", disse o artista. A dificuldade, segundo ele, está na escolha da canção ideal. "A que eu gostava ele não gostava, e a que ele gostava eu não gostava", brincou Bruno. Ele acredita que é apenas uma questão de tempo: "Quando a gente encontrar essa música, com certeza a gente grava". Bruno ainda elogiou o colega: "Ele canta muito bem, e graças a Deus a gente fica muito feliz em ser homenageado por ele cantando as nossas músicas".
Regravações e inéditas
Em maio, Bruno e Marrone gravaram o DVD "De Volta aos Bares II", que celebra a carreira da dupla. O projeto inclui 20 regravações de clássicos como "Bijuteria" e "Meu Disfarce", além de 11 faixas inéditas. Apesar da vasta coleção de sucessos, Bruno admite que lançar músicas novas e alcançar o mesmo sucesso de antes é um desafio. "Hoje com certeza é mais difícil cantar uma música inédita e essa música fazer sucesso. Estamos tentando achar uma para fazer sucesso como antigamente", afirmou. Ele citou exemplos de sucessos recentes, como "Na Conta da Loucura" (2017) e as parcerias com Marília Mendonça ("Transplantes", 2017) e Jorge e Mateus ("Surto de Amor", 2019). Para Bruno, a dificuldade também reflete uma mudança no estilo musical atual. "Todo mundo fala que ouve música sertaneja, mas é música popular brasileira", observou. Ainda assim, a dupla defende a mistura de gêneros, como demonstra a parceria com Zeca Pagodinho em "De Tanto Eu Amar Você" (2026). "É o que o sertanejo pode fazer, de tudo um pouco", disse Bruno, lembrando colaborações com Ivete Sangalo, Jota Quest e Banda Calypso.
Ausência de Marrone
No início do ano, Marrone precisou se afastar dos palcos por algumas semanas devido a uma cirurgia. Bruno seguiu com a agenda e comentou sobre a falta da segunda voz. "As músicas mais antigas, elas necessitam mais de segunda. Então fica mais chato fazer a primeira sem a segunda voz", explicou. Marrone, por sua vez, destacou a importância da segunda voz como complemento e técnica para valorizar a primeira. "É uma arte muito difícil, porque dependendo das músicas, tem desenhos muito difíceis de fazer", detalhou. Ele não poupou elogios ao parceiro: "O Bruno tem uma voz diferenciada nessa Terra. É uma pessoa muito forte. Eu sou grato por isso", completou.



