Juca de Oliveira morre aos 91 anos; relembre trajetória do ator
Juca de Oliveira morre aos 91 anos; relembre trajetória do ator

O ator Juca de Oliveira morreu neste sábado (21) aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado desde 13 de março em um hospital. Juca foi um dos nomes mais importantes da dramaturgia brasileira, com carreira que atravessou teatro, televisão e cinema.

Nascido em março de 1935, em São Roque (SP), José Juca de Oliveira Santos descobriu a vocação artística ainda jovem, abandonando a faculdade de Direito para ingressar na Escola de Arte Dramática de São Paulo. Dividiu os primeiros palcos com nomes como Aracy Balabanian e Glória Menezes, antes de seguir para o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde atuou em montagens de obras clássicas como O Pagador de Promessas e A Morte do Caixeiro Viajante.

A carreira televisiva começou na TV Tupi, nos anos 1960, com participações em teleteatros e humorísticos. Em 1969, alcançou enorme popularidade ao interpretar Nino, protagonista da novela Nino, o Italianinho, com 304 episódios entre 1969 e 1970. Na década seguinte, viveu João Gibão na primeira versão de Saramandaia (1976) e integrou novelas como Cuca Legal (1975), À Flor da Pele (1976) e Pecado Rasgado (1978).

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Nos anos 1990, destacou-se como Praxedes de Menezes em Fera Ferida (1993) e Egisto Ghirotto em Os Ossos do Barão (1997). Em 1998, atuou em Torre de Babel como Agenor da Silva. Entre os personagens mais lembrados da fase recente está o geneticista Doutor Augusto Albieri, de O Clone (2001–2002), sucesso absoluto no Brasil e no exterior. Outros destaques incluem Santiago, antagonista de Avenida Brasil (2012), e participações em Flor do Caribe (2013), Os Experientes (2015) e O Outro Lado do Paraíso (2017–2018), como o juiz Natanael Montserrat.

No cinema, Juca interpretou Sebastião Naves em O Caso dos Irmãos Naves (1967), baseado em história real. Décadas depois, atuou em Bufo & Spallanzani (2001), O Signo da Cidade (2007), De Onde Eu Te Vejo (2016), entre outros. Também trabalhou como roteirista, escrevendo a comédia Caixa Dois (2007) e a peça que deu origem a Qualquer Gato Vira-Lata (2011).

Além da atuação, Juca se destacou como autor teatral, com peças como Meno Male, Hotel Paradiso e Caixa Dois. Acumulou prêmios importantes, incluindo o Troféu APCA de Melhor Ator em 1973 e o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado em 2001, por Bufo & Spallanzani. Apaixonado pelo teatro, que descrevia como seu “porto seguro”, Juca de Oliveira deixa um legado de mais de seis décadas de carreira.

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