As festas de São João no Nordeste devem movimentar R$ 2,4 bilhões este ano, considerando aeroportos, hotelaria, bares, restaurantes e pequenos comércios. A estimativa é do Ministério do Turismo com base nos principais destinos buscados pelos viajantes na época: Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe.
Movimentação nos estados nordestinos
Na Paraíba, Campina Grande espera receber 3,5 milhões de visitantes e movimentar R$ 800 milhões. No Ceará, Maracanaú deve reunir 2,7 milhões de pessoas, movimentando R$ 100 milhões e com estimativa de gerar 4,5 mil empregos. Mossoró, no Rio Grande do Norte, projeta a chegada de 1,2 milhão de visitantes e investimento de R$ 360 milhões.
Em Sergipe, a capital Aracaju deve atrair 2,5 milhões de pessoas e gerar um impacto de R$ 400 milhões. Já Maceió, em Alagoas, espera receber 700 mil pessoas no Massayó, no Polo Jaraguá. A capital do Maranhão, São Luís, deve receber 250 mil visitantes com a força do Bumba Meu Boi, reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, e Amargosa, na Bahia, espera receber 70 mil pessoas por dia, movimentando R$ 50 milhões na economia baiana.
Festas pelo Brasil
O Festival de Parintins está entre as comemorações mais tradicionais da época fora do Nordeste. Neste ano, o duelo entre os bois Caprichoso e Garantido, no Amazonas, deve receber 120 mil turistas e movimentar R$ 220 milhões. No Pará, o Arrastão do Pavulagem vai levar mais de 140 mil pessoas às ruas de Belém durante o período junino.
No Centro-Oeste, o Banho de São João, em Corumbá, Mato Grosso do Sul, mobiliza 94 comunidades às margens do Rio Paraguai, com investimento de R$ 4 milhões. A Festa Junina Beneficente de Votorantim, em São Paulo, espera movimentar R$ 20 milhões, gerar 2,5 mil empregos e atrair meio milhão de pessoas. Em Santa Catarina, São João do Itaperiú realiza a 111ª Festa de São João, e a versão centenária deve receber 20 mil visitantes, número quase seis vezes maior que a população do município.



