A dívida pública bruta do Brasil subiu mais que o esperado em maio, atingindo 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Banco Central. O resultado superou as projeções do mercado, que apontavam para 80,5%.
Detalhes do aumento
O crescimento da dívida foi impulsionado pelo aumento das emissões de títulos públicos e pelo baixo crescimento econômico. Em abril, a dívida estava em 80,8% do PIB. O governo federal elevou os gastos com programas sociais e investimentos, o que contribuiu para o endividamento.
Impacto fiscal
O aumento acende um alerta entre analistas, que temem uma deterioração fiscal mais rápida. O mercado monitora de perto a trajetória da dívida, especialmente em um cenário de juros elevados. O Banco Central mantém a Selic em 13,75% ao ano, o que encarece o serviço da dívida.
Segundo o economista-chefe de uma consultoria, 'a surpresa altista na dívida reforça a necessidade de um ajuste fiscal consistente para evitar que o endividamento se torne insustentável'.
Reação do mercado
Os investidores reagiram negativamente ao dado, com o Ibovespa operando em queda e o dólar subindo. A curva de juros futuros também avançou, refletindo maior percepção de risco.
O governo, por sua vez, afirma que a dívida está sob controle e que o crescimento econômico deve ajudar a reduzir a relação dívida/PIB nos próximos meses. O ministro da Fazenda declarou que 'a dívida pública é sustentável e o país tem condições de honrar seus compromissos'.



