Os contratos do mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão em alta de 0,31%, aos 172.015 pontos, em um movimento de recuperação após a pressão vendedora dos últimos pregões.
Cenário de cautela
O mercado brasileiro operou em tom mais cauteloso após as sinalizações dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos. A perspectiva de juros mais elevados na economia americana e a possibilidade de novos cortes da Selic no Brasil reforçaram a busca por ativos considerados mais seguros, reduzindo o apetite por risco nos mercados emergentes.
Com esse pano de fundo, a Bolsa brasileira voltou a enfrentar dificuldades para sustentar uma recuperação mais consistente, em meio à saída de recursos de mercados emergentes e à pressão sobre ações de maior peso no índice. Para os traders de mini-índice, o foco permanece na atuação do fluxo institucional e na reação do mercado aos próximos dados econômicos, fatores que podem influenciar diretamente a direção dos contratos futuros do Ibovespa.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão com viés positivo, conseguindo fechar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. O movimento interrompe a sequência recente de perdas e sugere uma tentativa de recuperação dos compradores no curto prazo. Para que essa reação ganhe força, será necessário o rompimento da faixa de resistência em 172.400/172.870 pontos. Caso supere essa região, o índice poderá acelerar o fluxo comprador em direção aos próximos objetivos em 173.700/174.450 pontos. Em um cenário de continuidade da alta, o alvo mais longo fica na região de 175.070/175.500 pontos.
Por outro lado, caso o mercado volte a sofrer pressão vendedora, a atenção fica para a região de 171.050/170.620 pontos. A perda desse suporte poderá abrir espaço para movimentos em direção a 170.090/169.450 pontos, com objetivo mais amplo em 169.100/168.365 pontos.
Análise do gráfico diário
No gráfico diário, apesar da recuperação observada na última sessão, a estrutura principal segue baixista. O contrato continua negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mantendo a tendência de baixa predominante no curto prazo.
Para que haja uma mudança mais consistente nesse cenário, será necessário superar a região de resistência e das médias entre 174.880 e 177.900 pontos. Caso isso aconteça, o mercado poderá buscar objetivos em 180.110/183.820 pontos. Por outro lado, a perda da faixa de 169.600/168.470 pontos poderá reforçar a continuidade do movimento vendedor, com projeção para 164.975 pontos.
Vale destacar que o IFR (14) marca 33,41 pontos, permanecendo próximo da região de sobrevenda. Esse fator pode favorecer movimentos de recuperação técnica após a forte pressão recente, embora a tendência principal ainda seja de baixa.
Análise do gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice também encerrou a última sessão em alta. No entanto, a estrutura ainda inspira cautela, já que o contrato segue negociando entre as médias móveis de 9 e 21 períodos e permanece dentro de um canal de baixa.
Dessa forma, acompanho com atenção os próximos rompimentos, que poderão definir a direção do pregão. Para que o movimento de recuperação tenha continuidade, será necessário superar a região de resistência em 172.560/174.160 pontos. Acima dessa faixa, o índice poderá avançar em direção aos próximos objetivos em 175.550/177.700 pontos. Se a força compradora continuar predominando, os alvos mais longos ficam na região de 179.290/180.760 pontos.
Por outro lado, caso volte a prevalecer o fluxo vendedor, será importante observar a região de suporte em 171.160/170.700 pontos. A perda dessa faixa poderá acelerar a correção e abrir espaço para quedas em direção a 169.430/168.500 pontos. Em um cenário de baixa mais intensa, os próximos objetivos passam a ser 167.750/165.485 pontos.
Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T.



