O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, impulsionado pelos dados de emprego nos Estados Unidos (payroll), mas sem conseguir sustentar as máximas do dia. O principal índice da Bolsa brasileira subiu 0,45%, aos 126.500 pontos, após oscilar entre ganhos e perdas ao longo da sessão. O dólar comercial, por sua vez, manteve-se praticamente estável, cotado a R$ 5,20, em dia de ajustes após a divulgação do payroll.
Payroll americano impulsiona, mas não sustenta máximas
O relatório de emprego dos EUA mostrou a criação de 272 mil vagas em maio, acima das expectativas do mercado, que projetava 185 mil. A taxa de desemprego subiu para 4,0%, conforme esperado. Os dados reforçaram a percepção de que a economia americana segue aquecida, o que pode adiar cortes de juros pelo Federal Reserve. Apesar do dado positivo, o Ibovespa não conseguiu firmar alta mais expressiva, refletindo a cautela global.
Dólar de lado e juros futuros em queda
O dólar comercial fechou estável a R$ 5,20, após oscilar entre R$ 5,18 e R$ 5,22. O mercado de câmbio monitorou o payroll e a tramitação de pautas econômicas no Congresso. Já os juros futuros recuaram, com o DI para janeiro de 2027 caindo de 11,85% para 11,78%, acompanhando o alívio nos Treasuries americanos.
Petróleo e Petrobras no radar
O petróleo fechou em leve alta, com o Brent subindo 0,3%, para US$ 79,87 o barril, em meio a negociações entre EUA e Irã e incertezas sobre o Estreito de Ormuz. A Petrobras, por sua vez, foi mantida entre as favoritas do Bank of America, que vê petróleo mais baixo no médio prazo, mas destaca o potencial de dividendos da estatal.
Mercado de ações: setores promissores
Com a Bolsa perdendo para o CDI no acumulado do ano, analistas indicam setores promissores, como elétricas, saneamento e infraestrutura. A BlackRock cortou recomendação para emergentes, mas cita “megaforças” no Brasil, como digitalização e transição energética.



