Bradesco BBI atualiza estimativas para grandes bancos; prefere Itaú
Bradesco BBI atualiza estimativas para grandes bancos

O Bradesco BBI atualizou suas estimativas para os grandes bancos, incorporando os resultados do primeiro trimestre de 2026. Os analistas Marcelo Mizrahi e equipe mantêm recomendações para Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11), com preferência por ITUB4. Confira as teses abaixo.

Itaú (ITUB4): recomendação de compra, preço-alvo de R$ 45

Os analistas ajustaram as estimativas de lucro líquido para 2026 e 2027. Para 2027, incorporam uma estimativa de receita maior devido a taxas de juros mais altas por um período prolongado, mas compensada por maiores provisões. O banco manteve recomendação outperform (equivalente à compra), com preço-alvo inalterado, pois vê a ação negociada a uma avaliação atraente de 8,8 vezes o múltiplo P/L esperado para 2026 e rendimento de dividendos de 8,2%. “Em um ambiente ainda desafiador, o Itaú oferece um balanço patrimonial defensivo com forte histórico de execução”, aponta.

Banco do Brasil (BBAS3): recomendação neutra, preço-alvo de R$ 20

O BB revisou suas projeções, com despesas de provisão na extremidade inferior da nova projeção do banco (+21% em relação à estimativa anterior), parcialmente compensadas por maior crescimento da Receita Líquida de Juros (NII). O ajuste resultou em estimativa de lucro líquido para 2026 de R$ 17,6 bilhões (12% abaixo do consenso do BBG). Para 2027, a equipe elevou despesas de provisão e estimativa de NII, resultando em lucro líquido 16% menor, de R$ 26,2 bilhões (7,2% abaixo do consenso da Bloomberg). Consequentemente, o preço-alvo para o final de 2026 foi reduzido de R$ 21 para R$ 20, mantendo recomendação neutra devido à baixa visibilidade sobre tendências de qualidade dos ativos.

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Santander Brasil (SANB11): recomendação neutra, preço-alvo de R$ 29

O BBI cortou as estimativas de lucro para 2026 e 2027 em 6,8% e 13,1%, respectivamente, para R$ 15,6 bilhões (6,1% abaixo do consenso da Bloomberg) e R$ 17,3 bilhões (8,6% abaixo do consenso da Bloomberg). Os ajustes refletem crescimento mais lento do crédito e desempenho mais fraco da tesouraria, pressionando o crescimento da receita, enquanto as demais estimativas permaneceram praticamente inalteradas. O preço-alvo para o final de 2026 foi reduzido de R$ 33 para R$ 29 por ação, mantendo recomendação neutra, o que implica potencial de valorização de 7%.

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