EUA e Irã discutem adiantar assinatura de acordo para quarta-feira
EUA e Irã discutem adiantar assinatura de acordo nuclear

EUA e Irã negociam adiantamento de assinatura de acordo

Os Estados Unidos, o Irã e os mediadores discutem adiantar a assinatura oficial do memorando de entendimento de sexta-feira para esta quarta-feira, 17, segundo informações de um diplomata e de uma fonte familiarizada com as discussões, divulgadas pelo site Axios. No entanto, uma outra fonte apresenta informações que conflitam com esse cenário.

De acordo com a fonte diplomata, a assinatura seria eletrônica, devido à impossibilidade de um encontro presencial ainda hoje, e permitiria a reabertura imediata do Estreito de Ormuz. Outros pontos do acordo também entrariam em vigor, e os EUA poderiam divulgar o texto para reduzir a pressão política sobre a Casa Branca. Nenhuma decisão sobre o adiantamento foi tomada até esta manhã, conforme a Axios.

Declarações de Trump e reunião planejada

O presidente Donald Trump afirmou que não queria ver uma catástrofe econômica ao defender o acordo com o Irã. "Se tivéssemos continuado com isso, poderia ter acontecido", disse Trump a repórteres. Mesmo que o memorando seja firmado, a reunião entre o vice-presidente americano, JD Vance, e o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, ainda aconteceria como planejado nesta sexta-feira, na Suíça, para discutir o acordo nuclear, segundo o site de notícias americano.

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Contradições entre fontes

O relato das duas fontes contradiz informações de uma terceira fonte de alto escalão do governo americano, segundo a qual Trump, Vance e Ghalibaf já teriam assinado o memorando eletronicamente no domingo. A fonte familiarizada com as discussões confirmou que isso aconteceu e que esta seria uma "segunda assinatura", embora não esteja claro por que duas firmas eletrônicas seriam necessárias. A fonte diplomata negou à Axios que qualquer assinatura eletrônica tenha ocorrido até o momento.

A espera pela assinatura oficial para divulgar os termos do acordo teria sido um pedido do Irã, segundo a fonte familiarizada com as discussões, que negou pressão sobre o governo Trump.

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