BlackRock corta recomendação para emergentes, mas cita 'megaforças' no Brasil
BlackRock corta emergentes, cita 'megaforças' no Brasil

BlackRock reduz exposição a emergentes, mas mantém otimismo em setores específicos do Brasil

A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, cortou sua recomendação para ações de mercados emergentes, citando riscos globais como juros elevados e desaceleração econômica. No entanto, a gestora norte-americana destacou que o Brasil possui 'megaforças' estruturais que continuam atraentes para investidores de longo prazo.

Megaforças brasileiras: agronegócio, energia e tecnologia

Segundo relatório da BlackRock, as 'megaforças' incluem tendências como transformação digital, transição energética e segurança alimentar. No Brasil, setores como agronegócio, energia limpa e infraestrutura de data centers são apontados como beneficiários dessas tendências. A gestora recomenda posições seletivas em empresas expostas a esses temas.

Impacto da decisão no mercado local

A decisão da BlackRock ocorre em meio a um cenário de saída de capital estrangeiro da B3. Em junho, os estrangeiros retiraram R$ 7,8 bilhões, mas no acumulado do semestre o saldo ainda é positivo em R$ 33,8 bilhões. A visão seletiva da gestora pode influenciar outros investidores institucionais.

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O relatório também menciona que, apesar dos riscos fiscais e políticos, o Brasil oferece oportunidades em empresas com vantagens competitivas globais. 'As megaforças são independentes do ciclo econômico e oferecem crescimento de longo prazo', afirma o documento.

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