O Banco Central divulgou nesta quinta-feira novas projeções indicando que a inflação brasileira permanecerá acima da meta até o primeiro trimestre de 2028. Segundo o Relatório de Política Monetária, o IPCA deve fechar 2025 em 4,8%, recuando gradualmente para 3,1% apenas em 2028, enquanto a meta é de 3% com tolerância de até 4,5%.
O Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou que a Taxa Selic deve ser mantida em 15% por um período prolongado, citando elevada incerteza econômica. A probabilidade de a inflação ultrapassar o teto de 4,5% em 2025 subiu de 68% para 71% em relação ao relatório de junho. Para 2026, essa chance permaneceu em 26%.
O BC também revisou para baixo a projeção de crescimento do PIB para 2025, de 2,1% para 2%, refletindo impactos do tarifaço de Donald Trump. Para 2026, a expectativa é de expansão de 1,5%. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a autoridade monetária está dependente de dados e seguirá com firmeza, perseverança e serenidade na condução da política monetária.
Galípolo destacou que o mercado de trabalho aquecido — com desemprego em mínima histórica e renda em máxima — justifica a manutenção dos juros elevados. O diretor de Política Econômica, Diogo Guillen, reforçou que, por qualquer métrica, o mercado de trabalho está aquecido. O BC segue vigilante para assegurar a convergência da inflação à meta.



