Mercado aguarda RPM do BC para esclarecer dúvidas sobre juros e inflação
Mercado aguarda RPM do BC para esclarecer dúvidas sobre juros

O mercado financeiro está ansioso pelo Relatório de Política Monetária (RPM) do Banco Central, que deve esclarecer dúvidas deixadas pela ata do Copom. Economistas, como Luís Otávio Leal, destacam a falta de clareza sobre o prolongamento do horizonte de convergência da inflação para 2028. A ata sugere manutenção da taxa Selic, mas o mercado espera mais detalhes no RPM para entender possíveis mudanças de estratégia.

Contexto e expectativas

O Relatório de Política Monetária (RPM) é um documento trimestral do Banco Central que detalha as projeções econômicas e as decisões de política monetária. A ata da última reunião do Copom, divulgada na semana passada, indicou que o comitê optou por manter a Selic em 10,5% ao ano, mas deixou margem para ajustes futuros. No entanto, analistas apontam que a ata não foi clara sobre o horizonte de convergência da inflação, que foi estendido para 2028.

Dúvidas do mercado

Segundo Luís Otávio Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil, "a ata trouxe poucas novidades e deixou o mercado com mais perguntas do que respostas. O principal ponto é entender por que o BC optou por alongar o horizonte de convergência e se isso sinaliza uma postura mais leniente com a inflação". O mercado espera que o RPM traga mais detalhes sobre as projeções de inflação, crescimento econômico e a trajetória esperada da Selic.

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Impacto nos ativos financeiros

A incerteza em relação à política monetária tem gerado volatilidade nos mercados. O dólar comercial fechou a R$ 5,20 na última sexta-feira, com alta de 0,8% no mês. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, acumula queda de 2,5% em junho. Investidores aguardam o RPM para ajustar suas posições.

Próximos passos

O RPM será divulgado na próxima quinta-feira, 27 de junho. Economistas consultados pelo mercado acreditam que o documento poderá trazer projeções atualizadas para o IPCA, que atualmente está em 4,2% ao ano, acima do centro da meta de 3,0%. Além disso, espera-se que o BC indique se a Selic permanecerá estável ou se há espaço para cortes adicionais.

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