Imóvel ou aplicação financeira: o que considerar antes de investir
Imóvel ou aplicação: o que considerar antes de investir

Com juros elevados, avanço da educação financeira e valorização dos imóveis residenciais, investidores se deparam com a dúvida: imóvel ou aplicação financeira? Especialistas ouvidos pela reportagem explicam que a escolha deve considerar fatores como liquidez, segurança, prazo, renda potencial e objetivo patrimonial.

Liquidez e segurança

O principal diferencial entre os dois tipos de investimento é a liquidez. Enquanto aplicações financeiras como CDBs, Tesouro Direto e fundos imobiliários permitem resgate rápido, o imóvel exige tempo para venda, podendo levar meses. “A liquidez do imóvel é baixa. Se precisar do dinheiro de forma urgente, a aplicação financeira é mais indicada”, afirma o planejador financeiro Carlos Castro.

Em termos de segurança, o imóvel é um ativo tangível, mas sujeito a desvalorização, vacância e custos de manutenção. Já aplicações financeiras contam com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para depósitos até R$ 250 mil por instituição, oferecendo proteção em caso de quebra do banco.

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Prazo e renda potencial

Para quem busca renda mensal, o aluguel de imóveis pode gerar retorno entre 0,3% e 0,8% do valor do imóvel por mês, enquanto aplicações de renda fixa pagam atualmente acima de 1% ao mês com a Selic em 13,75% ao ano. “Com a taxa de juros alta, a renda fixa está muito competitiva, superando o aluguel líquido de impostos e custos”, compara o economista Marina Silva.

No longo prazo, a valorização imobiliária pode compensar, mas não há garantia. Dados do Índice FipeZap mostram que os preços dos imóveis subiram 6,5% em 2022, abaixo da inflação. “O imóvel é um investimento de longo prazo, com potencial de valorização, mas exige paciência e gestão”, ressalta o consultor imobiliário João Pereira.

Objetivo patrimonial e perfil do investidor

A escolha depende do objetivo. Para quem quer formar patrimônio e não precisa de liquidez imediata, o imóvel pode ser uma opção. “O imóvel é um bem que pode ser deixado de herança e tem apelo emocional”, diz Castro. Já para quem busca diversificação e facilidade de gestão, as aplicações financeiras são mais adequadas.

“Não existe resposta certa. É preciso alinhar o investimento ao seu perfil de risco, prazo e metas. Uma carteira equilibrada pode incluir ambos”, conclui Silva. A recomendação dos especialistas é nunca concentrar todo o patrimônio em um único tipo de ativo.

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