O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou um investimento de R$ 8,3 bilhões em iniciativas de restauração florestal, conservação e bioeconomia. O montante, que abrange projetos apoiados pelo banco, inclui recursos do Fundo Amazônia, gerido pela instituição há quase duas décadas. O anúncio ocorre em meio ao reconhecimento internacional: pelo terceiro ano consecutivo, o BNDES recebeu o Prêmio Alide Verde, concedido pela Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (Alide).
Fundo Amazônia e projetos de preservação
Criado em 2008, o Fundo Amazônia é o principal mecanismo de financiamento de projetos de preservação e desenvolvimento sustentável na região amazônica. Gerido pelo BNDES, o fundo já apoiou mais de 100 projetos, com investimentos que ultrapassam R$ 1,8 bilhão. As ações incluem monitoramento ambiental, regularização fundiária, fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis e capacitação de comunidades locais.
O novo investimento de R$ 8,3 bilhões será direcionado para a restauração de áreas degradadas, com meta de recuperar 4,5 milhões de hectares até 2030. Segundo o banco, a iniciativa está alinhada ao Plano de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg) e ao compromisso brasileiro de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Prêmio Alide Verde e reconhecimento internacional
O Prêmio Alide Verde, recebido pelo BNDES em 2024, destaca instituições financeiras que promovem projetos inovadores em desenvolvimento sustentável. O banco foi reconhecido pela atuação na Amazônia, especialmente pelo uso de instrumentos financeiros verdes, como títulos verdes e linhas de crédito para bioeconomia.
“O reconhecimento consecutivo reflete o compromisso do BNDES com a agenda ambiental e a busca por soluções que conciliem desenvolvimento econômico e preservação”, afirmou a presidente do banco, Aloizio Mercadante, em comunicado oficial. O executivo também destacou a importância do Fundo Amazônia como modelo de financiamento climático.
Impacto na bioeconomia e conservação
Além da restauração florestal, os recursos serão aplicados em projetos de bioeconomia, que visam gerar renda para comunidades tradicionais e indígenas por meio do uso sustentável da biodiversidade. Exemplos incluem a produção de óleos vegetais, castanhas e fibras, além do fortalecimento de cadeias de turismo de base comunitária.
O BNDES também financia iniciativas de conservação de unidades de conservação e terras indígenas, com foco na proteção de espécies ameaçadas e na manutenção dos serviços ecossistêmicos. Segundo dados do banco, os projetos apoiados já beneficiaram mais de 200 mil pessoas na região amazônica.



