O Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, tem sido alvo de críticas dos Estados Unidos, mas, segundo Alex Hoffmann, cofundador da PagBrasil, a ferramenta concedeu ao Brasil uma nova soberania no setor de pagamentos. Em entrevista exclusiva, Hoffmann destacou como o Pix revolucionou o mercado financeiro nacional e agora busca conquistar o mundo.
Internacionalização do Pix
A PagBrasil, fintech especializada em soluções de pagamento, está na vanguarda da expansão global do Pix. Uma de suas principais inovações é o RoamingPay, que permite que brasileiros realizem pagamentos no exterior como se estivessem no Brasil, utilizando a mesma infraestrutura do Pix. Segundo Hoffmann, a tecnologia já está sendo testada em parceria com bancos e empresas de vários países.
Críticas dos EUA e inclusão financeira
Apesar das críticas vindas de autoridades americanas, que questionam a segurança e a concorrência do sistema, Hoffmann ressalta que o Pix promoveu uma inclusão financeira sem precedentes. “O Pix beneficiou não apenas os consumidores, mas também os bancos e as bandeiras de cartão, que viram o uso de cartões dobrar”, afirma. O executivo explica que a digitalização dos pagamentos ampliou o acesso a serviços financeiros para milhões de brasileiros que antes estavam excluídos do sistema bancário tradicional.
Impacto no mercado de capitais
A coluna Rennan Setti, do GLOBO, acompanha de perto as movimentações do mercado de capitais. Hoffmann, que cobre o setor desde 2014, destaca que o Pix não apenas modernizou os pagamentos, mas também abriu novas oportunidades de investimento e negócios. A PagBrasil, fundada por ele, é um exemplo de como a inovação pode gerar valor e soberania econômica para o país.
Para Hoffmann, o futuro dos pagamentos é global, e o Brasil está na liderança dessa transformação. “O Pix deu ao Brasil uma posição de destaque no cenário internacional, e estamos trabalhando para que essa tecnologia seja adotada em todo o mundo”, conclui.



