Em uma viagem pelo Brasil, o escritor e jornalista José Eduardo Agualusa compartilha suas reflexões sobre o poder transformador da literatura e o papel essencial dos leitores na sociedade atual. Para ele, enquanto houver leitores, a empatia continuará a existir, funcionando como um fio frágil que sustenta todo o edifício civilizacional.
A resistência silenciosa dos leitores
Agualusa destaca que os leitores exercem uma forma de resistência silenciosa contra a pressa e a intolerância que marcam os tempos modernos. Em um mundo cada vez mais acelerado e polarizado, a leitura oferece um espaço de reflexão e conexão humana. O ato de ler não é apenas um passatempo, mas uma prática que fortalece a capacidade de compreender o outro e de manter viva a esperança em um futuro mais solidário.
O papel da literatura na construção da empatia
Para o autor, a literatura é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento da empatia. Ao mergulhar em histórias e personagens diversos, o leitor exercita a habilidade de se colocar no lugar do outro, algo essencial para a convivência em sociedade. Agualusa ressalta que, em tempos de crise, a leitura se torna ainda mais relevante, pois nos lembra da complexidade humana e da importância do diálogo.
Leitores como guardiões da civilização
O escritor conclui que os leitores são os verdadeiros guardiões da civilização. Eles mantêm viva a chama do conhecimento, da crítica e da sensibilidade. Em meio ao caos e à desinformação, a leitura é um ato de resistência que preserva os valores fundamentais da humanidade. Agualusa convida todos a redescobrirem o prazer da leitura e a se engajarem nessa luta silenciosa, mas poderosa, pela manutenção da empatia e da tolerância.



