Leonardo Maria Del Vecchio, herdeiro da Ray-Ban, intensificou a disputa pelo controle da fortuna da família ao desafiar publicamente a holding familiar Delfin a apoiar sua proposta de compra de €10 bilhões das participações de dois de seus irmãos. A assembleia de acionistas crucial está marcada para o dia 30 de junho.
Proposta bilionária e aumento de participação
Leonardo Del Vecchio propôs adquirir as ações dos irmãos Luca e Paola, o que elevaria sua participação na Delfin de 25% para 37,5%. Isso o tornaria o maior acionista individual da holding, que controla a gigante de óculos EssilorLuxottica, dona da Ray-Ban. O negócio, se aprovado, pode resolver questões de sucessão que vêm gerando tensão entre os herdeiros.
Financiamento depende de bancos europeus
O financiamento da oferta depende de acordos com grandes bancos europeus. Leonardo já teria obtido compromissos preliminares, mas a confirmação final está condicionada à aprovação da assembleia. Segundo fontes próximas, a proposta inclui uma combinação de capital próprio e dívida bancária.
Contexto de disputa familiar
A família Del Vecchio, fundadora da Luxottica, é uma das mais ricas da Itália. Após a morte do patriarca Leonardo Del Vecchio em 2022, a holding Delfin passou a ser gerida pelos seis filhos, mas divergências sobre o futuro do império têm gerado atritos. Leonardo Maria, o filho mais velho do segundo casamento, busca consolidar o controle.
“Estou confiante de que a família reconhecerá o valor desta proposta para a estabilidade e crescimento do grupo”, afirmou Leonardo Del Vecchio em comunicado. A assembleia de 30 de junho será decisiva para o desfecho da disputa.



