Santarém 365 anos: Babinha, Coruja e Cacheado marcam a história da cidade
Santarém 365 anos: Babinha, Coruja e Cacheado marcam história

Santarém, no oeste do Pará, completa 365 anos nesta segunda-feira (22). Para celebrar, o g1 preparou uma reportagem especial que resgata a memória e o cotidiano da 'Pérola do Tapajós' por meio de figuras folclóricas e trabalhadores que fazem a cidade pulsar. Entre eles, Antonio 'Babinha', Williams Sousa 'Coruja' e Herbert Farias 'Cacheado' são personagens emblemáticos que marcam gerações.

Babinha: a simpatia que conquistou as ruas

Falar de Santarém sem lembrar de Antonio, mais conhecido como Babinha, é quase impossível. Com trejeitos inconfundíveis e um sorriso que desarma, ele transformou as calçadas do Centro e dos bairros tradicionais em palco de interação social. Babinha é um patrimônio vivo do afeto santareno, humanizando o asfalto com sua presença há décadas.

Repórter Coruja: voz marcante e legado na comunicação

Williams Sousa, o Repórter Coruja, atua há mais de 40 anos como repórter policial. Com estilo inconfundível e voz potente, ele ditou o ritmo da crônica policial na região. Iniciou a carreira em Belém, mas em 1982 veio a Santarém para visitar a mãe e acabou fixando residência. 'Não voltei mais para Belém, gostei da cidade, fiquei por aqui', disse Coruja ao g1.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Coruja recebeu diversas honrarias, incluindo uma do Tribunal de Justiça do Pará, como 'amigos da justiça'. Entre os casos marcantes, relembra o assassinato de uma adolescente de 13 anos, Toninha, que foi violentada, morta e esquartejada. 'Conseguimos pegar ele lá na toca da raposa e ele não negou que tinha matado essa menina', contou. Além da irreverência, Coruja mantém o quadro 'Solidariedade' na RBA Santarém.

Cacheado: o sabor da tradição na Garapeira Ypiranga

No Centro Histórico, a Garapeira Ypiranga é ponto de encontro de diversas classes sociais. Herbert Farias, o Cacheado, de 83 anos, foi por 60 anos a figura central do balcão, servindo pastel de vento e caldo de cana gelado. Hoje afastado desde a pandemia, ele frequenta o local aos sábados para reencontrar amigos. A filha caçula, Dalila Tapajós, administra o espaço e mantém o legado iniciado em 1922. 'Ele teve muita dificuldade em se acostumar dentro de casa. Eu assumi o espaço por ser a filha caçula', contou Dalila.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar