O mercado de emissão bancária na plataforma da XP oferece nesta sexta-feira (3) CDBs com taxas prefixadas de até 14,880% ao ano, com vencimento em mais de 12 meses. Títulos de inflação pagam até IPCA+9,300% em mais de 1 ano, e os pós-fixados rendem até 106% do CDI no mesmo prazo.
LCAs e LCIs: taxas competitivas
As LCAs contam com taxas prefixadas de até 12,300% em mais de 1 ano. As ligadas à inflação pagam até IPCA+6,360% em 12 meses, e as pós-fixadas rendem até 85,5% do CDI em mais de 12 meses. Já as LCIs prefixadas pagam até 12,000% em 1 ano, enquanto as pós-fixadas rendem até 87% do CDI com vencimento em mais de 1 ano.
Ofertas em destaque
Entre as opções disponíveis, destacam-se: CDB FIBRA com taxa de CDI + 0,200% e vencimento em julho/2030; CDB BANCO C6 CONSIGNADO S.A. com 102% do CDI e vencimento em julho/2030; e LCA SICOOB com 92% do CDI e vencimento em abril/2033. As ofertas na plataforma são limitadas à capacidade disponível do produto nesta sexta-feira.
Cenário de juros futuros
As taxas dos juros futuros (DIs) fecharam a quinta-feira (2) em alta, revertendo o movimento de queda observado pela manhã após a divulgação do payroll dos Estados Unidos. Embora os dados de emprego tenham reduzido as apostas de alta de juros pelo Federal Reserve, fatores domésticos prevaleceram e levaram à abertura da curva ao longo do dia.
Inicialmente, o relatório mostrou a criação de 57 mil vagas de trabalho nos EUA em junho, abaixo da expectativa do mercado, o que derrubou os rendimentos dos Treasuries e favoreceu os juros brasileiros. No entanto, o movimento perdeu força diante da piora da percepção de risco no cenário local.
Impacto político e fiscal
A ponta curta e intermediária da curva passou a subir com o aumento das especulações em torno da disputa presidencial. O mercado reagiu ao noticiário que apontou fortalecimento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a notícias consideradas desfavoráveis ao senador Flávio Bolsonaro, cenário que, na avaliação de parte dos investidores, amplia as preocupações com o quadro fiscal. Com isso, o DI para janeiro de 2028 avançou 11 pontos-base, para 14,235%.
Na ponta longa, o movimento também foi de alta. O DI para janeiro de 2035 subiu 12 pontos-base, para 14,48%, apoiado ainda pelo leilão robusto de títulos prefixados realizado pelo Tesouro Nacional. A oferta elevada de LTNs e NTN-Fs contribuiu para pressionar os prêmios ao longo da curva.
Além disso, investidores adotaram uma postura mais cautelosa antes do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, que manteve o mercado de Treasuries fechado na sexta-feira. Esse posicionamento ajudou a sustentar as taxas em níveis mais elevados durante a tarde.
Assim, apesar do alívio inicial vindo do exterior, os fatores domésticos prevaleceram, levando à alta dos juros futuros em toda a curva. O mercado passou a incorporar principalmente o aumento das incertezas políticas e o impacto da maior oferta de títulos públicos sobre os prêmios de juros.
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