Caminhão brasileiro supera nave da Nasa em capacidade computacional
Caminhão brasileiro supera nave da Nasa em capacidade computacional

O Mercedes-Benz Actros Evolution 2653, cavalo mecânico 6x4 fabricado em São Bernardo do Campo (SP), possui capacidade computacional superior à da nave Orion, que orbitou a Lua na missão Artemis da Nasa. Enquanto a nave espacial prioriza tolerância a falhas e blindagem contra radiação, o caminhão foca em processamento rápido para evitar acidentes e economizar combustível.

Arquitetura eletrônica de ponta

O Actros conta com cerca de 50 sistemas eletrônicos independentes, distribuídos em módulos que utilizam de dois a três mil chips, com processadores de alta velocidade. O veículo é equipado com motor OM 471 LA de 530 cavalos Euro 6, seis cilindros em linha e injeção de alta pressão, entregando torque máximo de 2.600 Nm, acoplado a uma transmissão Mercedes Powershift automatizada de 12 marchas.

Desde seu lançamento no Brasil em 2019, o Actros destacou-se pelo pacote de eletrônica embarcada: painel digital de 12 polegadas, sistema de gerenciamento eletrônico do motor e frenagem, e o sistema ABA 5, que gerencia alertas de proximidade e frenagem de emergência.

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Comparação com a nave Orion

O módulo de comando da Orion usa computadores de voo da Lockheed Martin com processadores mais antigos em arquitetura quádrupla redundante (quatro computadores idênticos que se verificam mutuamente). Esses processadores operam em ritmo muito mais lento, comparável aos computadores domésticos dos anos 1990. O Actros, por outro lado, utiliza centrais eletrônicas modernas como Active Drive Assist e Predictive Powertrain Control, que processam dados de telemetria, algoritmos de inteligência artificial, mapas 3D e radares em tempo real.

Segundo a Mercedes-Benz, a prioridade do caminhão é o processamento rápido para evitar acidentes e economizar combustível, enquanto a Nasa prioriza sistemas robustos e à prova de falhas para o espaço, onde não há assistência técnica.

Sistemas principais do Actros

Os computadores de bordo e as ECUs formam uma arquitetura complexa com sistemas como:

  • Painel e Multimídia (versão High): Telas de alta resolução com capacidade gráfica avançada para navegação, câmeras e integração com celulares.
  • Sistemas de Segurança: Active Brake Assist (ABA 5), controle de faixa, piloto automático adaptativo, fusão de dados de câmeras e radares.
  • Gestão do Motor (Módulos MR/PLD e MCM): Controle de injeção eletrônica Bluetec e troca de marchas PowerShift, com algoritmos complexos de telemetria.
  • ADAS: ABA 5, assistente de ponto cego, fadiga, faixa de rolagem, controle de proximidade, ESP e Active Drive Assist (direção semi autônoma).
  • Powertrain e Dinâmica: Módulo do motor, transmissão PowerShift, EBS/ABS, ASR e suspensão pneumática eletrônica (ECAS).
  • Conforto e Conectividade: Painel digital interativo, multimídia touch, MirrorCam (câmeras no lugar dos retrovisores), ar-condicionado digital.
  • Eficiência Operacional: PPC (piloto automático preditivo) e telemetria Fleetboard.

Comparação com a Apollo 11

Se comparado ao módulo da missão Apollo 11, que pousou na Lua em 1969, o Actros é ainda mais avançado. O Apollo Guidance Computer (AGC) operava a 2,04 MHz, com 4 KB de RAM e 72 KB de ROM. O caminhão brasileiro, por sua vez, tem preço sugerido de fábrica em torno de R$ 1,1 milhão para configurações de topo, dependendo do tipo de suspensão e opcionais.

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