Ibovespa fecha em alta com payroll nos EUA; dólar cai a R$ 5,20
Ibovespa fecha em alta com payroll nos EUA; dólar cai

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (2), impulsionado pelo payroll dos Estados Unidos, que mostrou criação de 57 mil empregos em junho, abaixo da mediana de 110 mil esperada pelo mercado. O principal índice da B3 subiu 0,64%, aos 172.787,62 pontos, oscilando entre máxima de 174.425,69 e mínima de 171.697,17, com giro financeiro de R$ 19,9 bilhões.

Payroll sinaliza desaceleração e favorece emergentes

O dado de emprego americano foi bem recebido por investidores, conforme Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad: "O payroll deu indícios de que a economia dos Estados Unidos está esfriando e de que o risco de uma inflação fora de controle impulsionada pelo consumo começou a ceder. Esse cenário é favorável para mercados emergentes como o Brasil, pois destrava o fluxo de capital estrangeiro."

Em Nova York, o S&P 500 ficou estável, o Nasdaq caiu 0,8% e o Dow Jones subiu 1,14%. Ações de tecnologia foram pressionadas: AMD cedeu 4,26%, Nvidia recuou 1,39%, Sandisk tombou 14,13% e Micron afundou mais de 5%.

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Dólar recua e commodities sobem

No mercado de câmbio, o dólar fechou em leve baixa de 0,04%, cotado a R$ 5,2083. A moeda americana também caiu ante economias desenvolvidas: o euro subiu a US$ 1,1429, a libra avançou a US$ 1,3343 e o dólar caiu a 161,17 ienes.

Petróleo e minério de ferro fecharam em alta no exterior, beneficiando ações de peso. A Petrobras (PETR3) subiu 1,27% e (PETR4) ganhou 0,34%. A Vale (VALE3) avançou 0,35%.

Maiores altas do Ibovespa

As três ações que mais valorizaram foram:

  • CSN Mineração (CMIN3): +2,66%, a R$ 4,25, em linha com a alta do minério de ferro. No mês, sobe 1,67%; no ano, cai 18,58%.
  • Taesa (TAEE11): +2,61%, a R$ 40,89. Segundo Fernando Bresciani, analista do Andbank, "as transmissoras tendem a ter um cenário mais favorável no segundo semestre, especialmente se houver impacto do El Niño, com maior uso de térmicas e inflação mais pressionada." No mês, sobe 2,79%; no ano, valorização de 0,34%.
  • MRV (MRVE3): +2,51%, a R$ 5,30. No mês, sobe 0,38%; no ano, desvalorização de 31,96%.

Maiores quedas do Ibovespa

As três ações que mais caíram foram:

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  • MBRF (MBRF3): -5,89%, a R$ 16,94. Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, explicou que os ativos foram pressionados pelo novo programa do USDA de até US$ 500 milhões voltado a pequenos frigoríficos, deixando a National Beef, controlada pela MBRF, de fora. No mês, cai 6,05%; no ano, desvalorização de 15,22%.
  • Natura (NATU3): -4,2%, a R$ 8,22. A empresa informou que a Lotus, da Advent International, passou a ser titular de 90,676 milhões de ações (6,6% do capital). No mês, cai 5,84%; no ano, valorização de 10,34%.
  • Magazine Luiza (MGLU3): -3,61%, a R$ 4,27. Na última sessão, já havia tombado 5,34%. No mês, cai 8,76%; no ano, desvalorização de 51,81%.