Petrobras retoma obras de fábrica de fertilizantes em MS para reduzir importações
Petrobras retoma obras de fábrica de fertilizantes em MS

A Petrobras assinou contratos para retomar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), localizada em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. As obras estavam paralisadas desde 2015 e, atualmente, 85% da construção já foi concluída. A iniciativa visa reduzir a dependência externa de fertilizantes do Brasil, que importa cerca de 90% do consumo nacional.

Detalhes do contrato e próximos passos

Os contratos assinados preveem a conclusão da UFN-III, que terá capacidade de produção de 1,3 milhão de toneladas de ureia e 1,1 milhão de toneladas de amônia por ano. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a estatal já estuda dobrar a capacidade de produção no país. “Estamos avaliando a possibilidade de expandir a produção para atender à crescente demanda interna e reduzir ainda mais a importação”, declarou.

Impacto na economia e no agronegócio

A retomada da obra é estratégica para o agronegócio brasileiro, que depende fortemente de fertilizantes importados. Com a fábrica em operação, o Brasil poderá substituir parte das importações, gerando economia de divisas e fortalecendo a segurança alimentar. A unidade também deve gerar empregos diretos e indiretos na região, impulsionando a economia local.

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Infraestrutura e otimização de custos

A Petrobras pretende utilizar a infraestrutura já existente no local para reduzir custos e acelerar a conclusão. A planta está integrada ao gasoduto Bolívia-Brasil, o que garante o fornecimento de gás natural, matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes nitrogenados. A expectativa é que as obras sejam concluídas em até 36 meses.

Contexto e desafios

A UFN-III começou a ser construída em 2011, mas teve as obras paralisadas em 2015 devido a problemas contratuais e financeiros. A retomada agora faz parte do plano de investimentos da Petrobras para o biênio 2025-2029, que prevê R$ 11 bilhões para o segmento de fertilizantes. O projeto é visto como fundamental para reduzir a vulnerabilidade do Brasil às flutuações do mercado internacional de fertilizantes.

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