O governo brasileiro renovou por seis meses as cotas de importação com alíquota zero para veículos elétricos e híbridos, beneficiando especialmente a montadora chinesa BYD. A decisão, que enfrenta oposição da Anfavea, mantém a isenção até dezembro, apesar de a tarifa de 35% voltar a valer em julho.
Impacto da prorrogação
A medida foi tomada após a BYD alegar que o governo havia prometido um prazo maior de isenção. A empresa, que está construindo uma fábrica na Bahia, argumenta que a cobrança da tarifa antes do previsto inviabilizaria seus planos de investimento no país. Por outro lado, a Anfavea, que representa as montadoras instaladas no Brasil, critica a decisão, afirmando que ela prejudica a indústria nacional e ameaça empregos.
Posições divergentes
Enquanto a BYD comemora a renovação, a Anfavea alega que a medida afeta a arrecadação e a competitividade do setor. A entidade defende que a tarifa de 35% já deveria estar valendo desde janeiro, quando terminou a isenção anterior. Com a prorrogação, o governo busca equilibrar os interesses de atrair investimentos estrangeiros e proteger a indústria local.



