Crime em Itumbiara: companheiro confessa homicídio e ameaça familiares
A caixa de supermercado Tânia Maria Ribeiro de Oliveira, de 63 anos, foi encontrada morta dentro de casa no Setor Afonso Pena, em Itumbiara, região sul de Goiás, na quarta-feira (24). O companheiro, Carlos Humberto Silva Cardoso, confessou à polícia que a enforcou durante uma briga e, em áudio que viralizou, declarou não se arrepender e ameaçou matar a filha e o genro da vítima. “Matei e não me arrependo. Se tiver que matar de novo, eu mato. [...] Eu quero pegar a filha e o genro dela agora, matar os dois”, disse ele no áudio.
Investigação e paradeiro do suspeito
De acordo com o delegado Felipe Salla, até a manhã desta sexta-feira (26) o suspeito não havia sido localizado. A polícia trabalha para cumprir o mandado de prisão. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Carlos Humberto até a última atualização da reportagem. O áudio com as ameaças foi amplamente compartilhado nas redes sociais, mas a polícia ainda não identificou o destinatário original.
Histórico de violência doméstica
Segundo o delegado, Tânia já possuía medida protetiva contra o companheiro, e Carlos Humberto tem diversas passagens por lesão corporal e ameaça na Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem). O investigador afirmou que o suspeito guardava mágoa do casal (filha e genro) porque, em um episódio anterior de violência doméstica contra Tânia, a filha interveio e levou um tapa, e o genro também se envolveu. “A filha dela entrou para defendê-la e acabou recebendo um tapa desse agressor. Então o genro também se envolveu na história”, detalhou.
Descoberta do corpo e dinâmica do crime
O genro de Tânia procurou a polícia preocupado com o desaparecimento dela, já que não ia trabalhar desde o domingo (28). Os agentes foram até a residência e encontraram o corpo em cima da cama, coberto com um edredom, em estado de decomposição. Familiares relataram que um irmão ouviu uma briga no domingo. Devido à decomposição, não foi possível identificar sinais de violência no corpo, mas o suspeito confessou que a enforcou após um desentendimento. “Ele teria realizado o homicídio em razão de um desentendimento. Ele teria perdido a paciência com ela e a enforcou”, disse o delegado.
Contexto e dados sobre feminicídio
O caso ocorre em meio ao aumento de 6% nos feminicídios em Goiás em 2025, conforme estatísticas oficiais. A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher reforça a importância de denúncias e medidas protetivas para prevenir desfechos fatais. A polícia segue em busca de Carlos Humberto e pede que informações sejam repassadas anonimamente.



