Um tribunal canadense indeferiu nesta terça-feira (16) um recurso apresentado pelo meia ganês Thomas Partey, após ele ter sido impedido de entrar no país para a partida de sua seleção contra o Panamá, válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.
Visto negado e recurso rejeitado
Na semana passada, o governo canadense negou o visto a Partey, de 33 anos, o que levou seus advogados a entrarem com um recurso de última hora no Tribunal Federal de Ottawa. As Estrelas Negras enfrentam o Panamá pelo Grupo L, em Toronto, nesta quarta-feira (17).
Ao indeferir o recurso, o juiz Roger Lafreniere escreveu que Partey buscava uma “medida cautelar extraordinária e obrigatória” que exigiria que o Canadá anulasse uma “decisão de inadmissibilidade proferida legalmente e facilitasse sua entrada para um evento específico”.
Advogada se manifesta
Antes do veredicto, a advogada de Partey, Mackeda Bramwell, havia dito à Reuters que eles estavam esperançosos quanto a um desfecho positivo. Bramwell afirmou que Partey não entraria com recurso caso o juiz decidisse contra ele. Ela não respondeu em um primeiro momento a um pedido de comentário da Reuters após a decisão do juiz.
Acusações de estupro
O ex-meia do Arsenal responde a acusações de estupro e agressão sexual no Reino Unido. Ele negou as acusações. O governo dos EUA concedeu um visto a Partey, mas as autoridades de imigração do Canadá afirmaram que, de acordo com a legislação canadense, cidadãos estrangeiros podem ser considerados inadmissíveis mesmo sem uma condenação no exterior.
“Quando há motivos razoáveis para acreditar que um ato que levaria à inadmissibilidade foi cometido por um requerente, ele pode ser considerado inadmissível no Canadá”, disse à Reuters um porta-voz do Departamento de Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá.
Reação dos torcedores
Em Gana e entre a diáspora ganesa no Canadá, a recusa do visto a Partey gerou raiva e frustração entre os torcedores da seleção nacional. Em entrevista à Reuters na segunda-feira, Akua Mensah, de 45 anos, canadense de origem ganesa, disse que a decisão do governo canadense foi lamentável.



