O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, integrante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), foi baleado na cabeça na última semana em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, e permanece em estado grave. O policial militar é investigado em pelo menos três inquéritos por mortes decorrentes de ações policiais, conforme apurado pela reportagem.
Carreira na PM e chegada à Rota
Pimentel ingressou na Polícia Militar de São Paulo em 2009 e foi transferido para a Rota em 2019. O batalhão é conhecido por registrar o maior número de mortes em confronto da corporação paulista. Desde sua entrada na unidade de elite, o tenente participou de diversas operações que resultaram em óbitos, o que motivou as investigações internas e do Ministério Público.
Atentado e investigação
O ataque ocorreu quando Pimentel estava fora de serviço. A Justiça de São Paulo determinou a prisão de dois suspeitos de fornecer apoio logístico ao atentado. As investigações continuam para identificar os responsáveis pelos disparos. A motivação do crime ainda é desconhecida, mas não se descarta ligação com as ações policiais do tenente.
Relação com caso Eloá Pimentel
Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, vítima de um sequestro que chocou o Brasil em 2008. Eloá foi mantida refém pelo ex-namorado por mais de 100 horas e acabou morta. O caso teve ampla repercussão nacional.
Impacto e próximos passos
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que acompanha o estado de saúde do tenente e que as investigações correm em sigilo. A corregedoria da PM também abriu procedimento para apurar as circunstâncias do atentado. A sociedade aguarda esclarecimentos sobre os inquéritos que envolvem o policial e sobre a autoria do ataque.



