O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama no Rio de Janeiro foi fechado após um surto de tuberculose que matou três macacos-prego. A unidade, responsável pelo resgate e reabilitação de animais vítimas de tráfico e maus-tratos, suspendeu a entrada e saída de aves, mamíferos e répteis no último dia 18 de maio.
Investigação aponta origem do surto
Investigações iniciais indicam que o surto pode ter sido causado por um macaco já infectado que foi introduzido no centro. A confirmação das mortes por tuberculose veio após exames laboratoriais. A medida de fechamento visa evitar a propagação da doença entre os animais e também para os funcionários.
Impacto no atendimento a animais silvestres
O fechamento agrava a situação de animais que necessitam de atendimento urgente no estado. O Cetas é a única unidade do Ibama no Rio especializada no tratamento de animais silvestres feridos ou apreendidos. Com a suspensão, novos resgates estão temporariamente sem destino, e os animais já internados permanecem em quarentena.
Entrave judicial entre Ibama e Inea
Além do surto, a unidade enfrenta um impasse judicial entre o Ibama e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) sobre responsabilidades financeiras e operacionais. A disputa tem dificultado a manutenção e os investimentos necessários, e o surto expõe a fragilidade da estrutura.
Segundo o Ibama, não há previsão para reabertura do centro, que depende da contenção do surto e de negociações com o Inea. A recomendação é que animais silvestres encontrados em situação de risco sejam encaminhados a órgãos municipais ou estaduais, enquanto durar o fechamento.



