A Polícia Civil do Rio de Janeiro, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), desarticulou uma rota criminosa que abastecia comunidades dominadas pelo Comando Vermelho (CV) com quase uma tonelada de haxixe por mês. A droga era produzida em uma fábrica clandestina em São Paulo e transportada semanalmente em carros alugados, com cerca de 200 kg por viagem.
Investigação identificou logística sofisticada
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), revelaram que o esquema operava há meses, utilizando veículos alugados em nome de terceiros para evitar rastreamento. O haxixe era levado de São Paulo para comunidades na Zona Norte e Zona Oeste do Rio, onde era distribuído pelo CV. Segundo a polícia, a carga mensal total chegava a aproximadamente 1 tonelada, gerando lucros milionários para a facção.
Preso o principal responsável pela logística no Rio
Durante a operação, os agentes prenderam em flagrante o homem apontado como o principal responsável pela logística de recebimento e distribuição da droga no Rio. Ele foi capturado quando realizava a entrega de uma remessa. Com ele, foram apreendidos telefones celulares, anotações e documentos que comprovam a ligação com a fábrica clandestina em São Paulo. A polícia também apreendeu uma quantia em dinheiro não revelada.
Fábrica clandestina em São Paulo era o coração do esquema
De acordo com o delegado responsável, a fábrica clandestina em São Paulo produzia haxixe em larga escala, utilizando matéria-prima importada. “Era uma operação industrial, com capacidade de produzir centenas de quilos por mês. O haxixe era de alta pureza e abastecia não só o Rio, mas possivelmente outros estados”, afirmou. A PRF auxiliou na identificação dos veículos suspeitos nas rodovias.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil agora busca identificar e capturar os demais envolvidos, incluindo os fornecedores da fábrica em São Paulo e os líderes do CV responsáveis pela distribuição. As investigações continuam em sigilo. A operação representa um duro golpe no tráfico de drogas entre os dois estados, interrompendo uma das principais rotas de haxixe do país.



